2007-04-20

I’m a werewolf at night

For some three days now I’ve been playing guitar with my rock band after midnight, when I arrive at home from work.

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À noite sou lobisomem

Há uns três dias que eu chego em casa meia-noite e vou tocar guitarra com minha banda de rock.

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2007-04-18

Percebendo o óbvio

Eu devia ter tirado umas férias antes de vir para o Pior Lugar Possível.

2007-04-08

Hamlet, o uruguaio

Para a viagem São Paulo–Curitiba há duas opções: Itapemirim e Cometa. Ambas custam cerca de R$50 e levam cerca de 7h. O atendimento e atenção aos detalhes é bem melhor na Itapemirim. A Cometa ganha pontos de kitsch porque os ônibus são modelo “Halley”.

Para São Paulo–Wenceslau Braz só há uma opção, a Princesa do Norte. Custa cerca de R$50, leva cerca de 8h e é muito pior que a Itapemirim ou a Cometa.

Wenceslau Braz é mais perto de São Paulo que Curitiba.

As viagens pela Princesa conseguem ser consistentemente piores em tudo, até nas coisas que não estão sob controle da Princesa. A qualidade das estradas, por exemplo, ou dos restaurantes na beira delas. O restaurante no caminho SAO–CWB é chique, cheio de opções e caro; já o restaurante de nome indígena no caminho SAO–WBZ, sujo, de comida ruim e caro. Quando estive lá anteontem o pessoal do ônibus queria X-saladas, mas eles não tinham salada nem presunto. Alguns hambúrgueres com queijo depois e eles não tinham mais pão. Diversão cult para toda a família.

A seção mercadinho tinha um punhado de coisas que não vejo faz anos, de tubaína grafada “taubaína” a moedas de chocolate (nota lingüística: “au” é um encontro vocálico difícil de pronunciar; será que “taubaína” é a forma antiga de “tubaína”, assim como na evolução do português padrão “aurum” > “ouro” > /oro/ ?).

Mas o que me deixou feliz mesmo foi encontrar Hamlet, o uruguaio. Hamlet é um chocolate com amêndoas (amendoins?), de embalagem azul-real, que eu comia muito na escola e nunca depois dela. Ele não é doce demais como os chocolates brasileiros, mas também está longe de ser bom; tem gosto de margarina com pedaços de nada. De qualquer forma eu adorava, e pelo poder da nostalgia adorei comê-lo novamente. Engraçado como são as coisas: quem diria que eu estaria babando num Hamlet justamente nesta Páscoa em que, milagrosamente, apareceram por aí vários chocolates realmente amargos?

(Claro, isso não significa que eu não consumi algumas dúzias de Talento Intense, Suflair Dark, Toblerone preto…)

Ruim mesmo foi sair de Wenceslau às onze da manhã para não perder o trabalho segunda. Depois de me desgrudar de mulher e filha para encarar oito horas de Tristeza do Norte sob o sol, sem comer direito e sem conseguir ler, estou realmente acabado.