(let ((company “google”))
Nos últimos meses, trabalhei como escritor técnico para a Conectiva Linux (aka Mandriva). Foi uma experiência maravilhosa; minha passagem pela empresa evil de São Paulo me fez ver como o pessoal daqui é bacana, e eu recomendo fortemente pra todo mundo que quiser mexer com Linux numa cidade linda como Curitiba. Infelizmente tive uma recaída da depressão no final do período que combinei de trabalhar, e minha produtividade desceu a zero daí em diante. Os caras da Conectiva foram extremamente compreensivos — de novo, ao contrário da Evil Co. — e eu espero que me perdoem por não ter terminado o projeto tão redondinho quanto eu queria.
A boa notícia é que a recaída foi uma conseqüência esperada do tratamento psiquiátrico; tratamento que só pude ter graças à Conectiva, e que é bem possível que tenha salvado minha vida (literalmente). Passei pelo período de adaptação e estou muito melhor. Vou tirar umas boas férias no interior agora, e acredito — espero! — estar em condições de trabalhar em janeiro.
No Google.
É isso aí, sou oficialmente um noogler! Em muitos aspectos, minha vaga na Conectiva era um emprego dos sonhos; mas meu verdadeiro sonho continua sendo estudar cultura japonesa na academia. Não daria certo ficar muito tempo numa situação de subsistência; preciso de uma base mais estável para poder sustentar meus estudos futuros, sem deixar de manter minha família no meio-tempo. Agora, o que descobri este ano é que trabalho evil só por dinheiro também não rola. Eu não nasci pra isso. Unindo o útil ao agradável, decidi tentar entrar pro Google. E não é que deu certo?
Obrigado, UFPR, um dos últimos cursos de ciência da computação de verdade, que me formou bem o suficiente para isto; e obrigado Conectiva, por me tratar tão bem apesar de meus problemas. Tomara que eu possa retribuir um dia. Agora toca pra Belo Horizonte, que quero ajudar o mundo a ser um lugar melhor.

