Cinco coisas que você não sabia sobre mim
Tive alguma dificuldade para participar desse meme; eu falo tanto de mim que qualquer pessoa remotamente interessada (ou mesmo não interessada) já sabe tudo. Mas peguei uns assuntos dos quais não falo com tanta freqüência pra quebrar o galho:
Eu sou meio como um bicho. Quem vê na Internet minhas fotos de poseur e meu rostinho de menino, quem conhece meu envolvimento com cerimônia do chá e minha carência artística, pode ficar com a impressão que sou alguém metido, fresco, vaidoso, um æsthete wildeano. O que é verdade, mas não é a verdade toda. Assim como no caso daquele poeta árabe, Alá botou dois lados na minha cabeça. Você pode, sim, me encontrar bebendo vinho chileno, vestindo acessórios fashion e esnobando a plebe. Mas se um dia me achar no meio do mato — que é meu ambiente nativo, já que sou do interior — verá que me movimento como um macaco, que fico com a percepção aguçada, que pulo pra lá e pra cá mais vivo do que nunca. Quem convive comigo um mínimo que seja percebe logo meus maneirismos desengonçados, meu jeito selvagem de comer, de coçar a barba; e nota que sou muito peludo, com dentes afiados e unhas grossas e resistentes, que meus carinhos e trejeitos e olhares parecem os de um bicho mesmo. Sou um meio-bárbaro bastardo, um centauro, um lobisomem, um Inuzuka, um Léonhard.
Essas duas personalidades — que chamo de “inverno” e “verão”, porque tendem a se destacar mais numa ou noutra estação — estão sempre em conflito.
Eu como pra caramba. E não engordo nunca. Estou abaixo do peso recomendado, na verdade, e não consigo ganhar massa.
Quando fico muito envolvido com computadores, emagreço mais ainda, como se eles sugassem minha carne.
Eu gosto de moda. Isso vai na contramão do ponto 1. Quem sabe do meu nível de nerdice imagina que, como um nerd comum, eu odeie moda; mas não sou um nerd comum. Não que entenda muito de moda, também, mas fico babando nas fotos de uma revista como a Vogue, por exemplo, e tenho certeza que, se tivesse dinheiro, gastaria uma boa grana com isso.
Parece-me que os nerds odeiam moda porque a associam com cultura de grupo. Eu odeio cultura de grupo tanto quanto vocês (ei, sou nietzscheano), mas cultura de grupo me parece o extremo oposto do que significa moda. Vejo a indústria de moda como uma fábrica criativa e inesgotável de estilos interessantes, sendo que as peças dentro um mesmo estilo se harmonizam de forma agradável. E como também é possível combinar estilos, as possibilidades de individuação são infinitas.
Em outras palavras, pra mim não existem os conceitos de “moda atual” ou “fora de moda”. Todos os estilos já inventados e ainda por inventar estão à minha disposição, limitados apenas por meu gosto pessoal e minha carteira.
Meu visual mais freqüente é um híbrido entre social contemporâneo (ou seja, confortável) e outdoor. É comum me ver de camisa de botão com o primeiro botão aberto, solta por cima de uma calça formal preta ou ocre, e sandália de couro. Outros estilos incluem nerd/pijamão (moletom, camisa com mensagem, all-star sem cadarço), roupa esportiva, casacões à européia, veludo preto + cachecol, e por aí vai.
(A repulsa nerd pela moda às vezes pode ser engraçada. “Eu odeio essas pessoas que se vestem seguindo a moda; por isso, vou usar camiseta preta, jeans e tênis, igual a todos os meus amigos que também pensam assim.”)
Eu era grudado em amigas mulheres. Sim, amigas, espertinhos. Segundo minha vó, já quando eu tinha três anos de idade a filha da vizinha era minha melhor-amiga (o hífen é pra destacar o significado especial que as mulheres dão para essa expressão). Durante minha infância e adolescência mudei de cidade cerca de dez vezes, e em cada uma dessas cidades invariavelmente tinha uma melhor-amiga — mesmo quando não tinha um amigo menino sequer.
Não atribuo isso a nenhuma sensibilidade especial minha; não acho que entenda as mulheres melhor que qualquer outro homem. Também não sou especialmente charmoso, e a maioria das meninas se distancia prontamente de meu jeito tímido e antisocial. O que acontece é que as meninas me entendiam onde os outros moleques não.
Eu consumo pornografia. Bastante. Sei lá, talvez alguém não soubesse ainda.
Hum… eu não sabia do último. Tenho muitos filmes. Se quiser que eu compartilho, o farei com o maior prazer (ops!). Ah! E também consumo bastante pornografia, caso você ainda não tenha percebido, mesmo convivendo comigo por quase três anos…. ^^v
Comment by Lopan — 2007-05-04 19:39:45
eu percebi, sim
o/mas temo que nossos fetiches não combinem muito…
Comment by leoboiko — 2007-05-05 19:08:41