Inveja de Negima
Acabo de comentar que tenho inveja da Satomi Hakase, do Negima. Não tem como não ter inveja do Negima. Assim como Love Hina, ele é só superficialmente sobre bishōjo; o verdadeiro propósito da série é desenhar o mundo de fantasia e videogame em que todo fã de animê sempre quis viver. Akamatsu é o mestre do escapismo. (Claro que estou falando dos mangás originais, não dos animês.)
Outras invejas de Negima:
Yotsuba, porque sou um admirador da culinária & do comer bem, e ela entende corretamente qual é o sentido dessa arte perdida.
Clube de exploração da biblioteca. Nossas bibliotecas podem não ser a de Mahora, mas no meu mundo perfeito eu participaria de algum tipo de clube de exploração da biblioteca. Nem que fosse uma comunidade no orkut: uns amigos se juntariam pra comentar livros interessantes encontrados em estantes escuras & sebos esquecidos. Mas eu sou um cínico de gênio fiadamãe de ruim, e não o Linus Torvalds; não sou ‘líder nato’, não sei ‘trabalhar em grupo’, não atraio comunidades e não conseguiria juntar gente para uma idéia dessas. Meh.
wah, eu topava esse negócio de exploração de biblioteca [obviamente, só se fosse com reuniões virtuais etc.].
minha experiência com clubes de leitura não foi muito feliz, ou porque eu não conseguia arrumar os livros selecionados a tempo ou porque eles não pareciam valer o trabalho ou porque eu simplesmente tinha preguiça & perdia o tesão, mas acho que uma proposta mais aberta de sugestões aleatórias ia ser supimpa.
Comment by k. — 2007-06-20 17:20:51
Ei, não quer fazer você uma comunidade, então? Você conhece bem mais gente que eu, pegava mais momento.
Pena que, para entender a inspiração, você teria que ler Negima, e não quero te forçar a ler Negima porque acho que definitivamente não é seu estilo (é do subgênero “mangá de harém”; basicamente uma grande desculpa para exibir repetidamente pernas & calcinhas de meninas adolescentes). Talvez um resumo quebre o galho? Mahou Sensei Negima! (“Professor Mágico Negima!”) é o que acontece quando você cruza Harry Potter com bishōjo: Negi Springfield é um mago criança do País de Gales que viaja para o Japão em treinamento, seguindo os passos de seu pai desaparecido, o famoso magister magi Thousand Master. Negi tem 9 anos, é precoce e tem facilidade com línguas, o que é muito conveniente porque o disfarce que deram pra ele foi ser professor de inglês em uma sala de 31 meninas adolescentes! Com isso o Akamatsu extrapolou a quantidade típica de meninas-estereótipos do gênero, e ainda removeu a tensão sexual que existia no antecessor Love Hina — todo mundo acha bonitinho mulheres mais velhas cuidando de menininhos fofinhos, e as cenas românticas ficaram despretensiosas.
Mas o legal do mangá é o quão over-the-top, videogamísticos são as personagens. A classe inclui uma lutadora de kung-fu, duas cientistas, um fantasma, uma vampira, um robô, uma espadachim, uma ninja, uma exorcista, uma viajante temporal, etc. etc. Como é típico no sistema educacional japonês, os estudantes reúnem-se em “clubes” registrados de atividades extracurriculares. O Clube de Exploração da Biblioteca tem três membros: Yue Ayase (que é bibliófila mas preguiçosa e odeia estudar), Haruna Saotome (desenhista de mangá) e a “hon’ya chan” (“livreira”) Nodoka Miyazaki na vaga obrigatória de intelectual tímida. A escola Mahora na verdade é um centro de magia oculto e a biblioteca é uma dungeon enorme e perigosa, por isso as meninas do Clube de Exploração são inesperadamente ágeis e em boa forma — ou não conseguiriam fuçar as estantes e sobreviver.
Comment by leoboiko — 2007-06-20 17:50:35