2008-01-18

The Depression Hall of Flames

Meu diário teve um longo hiato em 2007, coincidindo com a pior parte de minha depressão. Quando você está deprimido você não tem vontade de escrever, muito menos de se comunicar ou buscar ajuda. Foi só depois que eu saí de São Paulo, voltei pra minha família e comecei o tratamento psiquiátrico que comecei a encontrar forças para atualizar isto aqui.

Originalmente, meu objetivo com o diário era contar sobre os lugares que viesse a conhecer, talvez escrever reviews de coisas que gosto, e contar fatos de minha vida pessoal para os amigos. Mas agora eu não consigo mais me entusiasmar com cidades, livros ou videogames, e minha vida pessoal basicamente morreu. Uma vez que meus pensamentos estão todos tomados por 1) depressão e 2) tentar sair da depressão, é natural que dedique os posts para esse assunto.

Tenho dois motivos para escrever sobre o tema. O primeiro é que pode ser útil para outras pessoas que passam pelo que eu passei. Depressão é o inferno em vida, ninguém deveria ter que enfrentar isso sozinho. O índice de suicídio entre deprimidos é cerca de 20 vezes maior do que o de pessoas saudáveis[1]. É um clichê que “admitir que você precisa de ajuda é o primeiro passo” para a recuperação de doenças mentais, mas é muito difícil se importar com isso quando você quer se matar. Por isso, considero extremamente importante divulgar mais sobre depressão. Quando você descobre que tem outras pessoas que passam pelo que você passa, que existe literatura médica a respeito e tratamentos que funcionam… é como poder respirar de novo, você deixa de se ver como um fracasso vergonhoso e começa a ter um suave comichão de esperança. Eu quero que mais pessoas com depressão tenham esse momento de iluminação, portanto quanto mais informação a respeito na rede, melhor.

O segundo motivo, e o mais importante, é simplesmente que eu me sinto melhor escrevendo. Somos animais sociais, é parte de nossa natureza querer falar sobre nossos problemas. Existe até pesquisa indicando que relatar dificuldades pessoais melhora a resposta do sistema imunológico, e guardá-las para si piora[2].

Infelizmente, numa sociedade consumista e competitiva, o preconceito contra nós, those who fail at life, é muito grande. Não se pode falar sobre depressão na Internet sem que apareça a Polícia do Pensamento Macho, violentando-nos emocionalmente por ousarmos querer lidar com nossos sentimentos ao invés de sufocá-los estoicamente como homens de verdade. Somos acusados de chorões, emos, piás de prédio que não sabem o que é lutar pela sobrevivência… segundo esses especialistas em aflições psicológicas, o buraco em nosso peito que está sempre pronto a crescer e devorar nossas vidas não passa de dor falsa, fingida, exagerada para chamar a atenção.

Não entendo por que existem seres humanos que gostam tanto de causar sofrimento nos outros, mas a net dá um meio seguro para esse tipo de parasita emocional; bullies podem te ofender na cara-dura, sem correr o risco de levar uns sopapos em retribuição (como Nietzsche dizia, o fim da instituição dos duelos abriu espaço para o fim da polidez). Isso é muito ruim, porque tudo o que uma pessoa deprimida não precisa é de ainda mais preconceito e cobrança de conformação a papeizinhos sociais. Os bullies não entendem a gravidade do que estão fazendo, não sabem o quão fundo alguém deprimido pode afundar com ataques pessoais.

Assim, a Internet é uma faca de dois legumes. Ela pode nos salvar, mostrando o caminho para diagnóstico, conhecimento, grupos de suporte; ou pode terminar de nos matar.

* * *

Quando começamos a nos tratar da depressão, uma das primeiras coisas que nos ensinam é tomar cuidado com o preconceito. Muita gente se recusa a entender que uma doença mental é uma doença, e nos culpa por não sermos capazes de curar-nos sozinhos, magicamente. Mas uma coisa é você entender intelectualmente que os ataques são frutos da ignorância, e outra coisa é conseguir não se deixar atingir por eles.

Você não pode mencionar a palavra “depressão” sem que apareça esse povo que, por razões que me escapam, se julga no direito de controlar o que os outros escrevem em seus próprios blogs. Isso mina meus dois objetivos em contar sobre minha depressão publicamente; não adianta nada eu enviar uma mensagem de suporte, se quando uma pessoa doente for ler os comentários acabar ficando pior ainda. Andei pensando bastante sobre o que fazer a respeito. Considerei simplesmente desligar o sistema de comentários, mas isso vai contra tudo o que acredito — ainda defendo a liberdade de expressão, mesmo que alguns sujeitos se aproveitem dessa liberdade para machucar os outros. Poderia apagar os comentários dos trolls, mas me sentiria mal com isso também. Acabei optando por um meio-termo: no espírito de não eliminar informação, vou mover todos os comentários inflamatórios (e as réplicas a eles, e as tréplicas etc.) para este post. Assim, as velhas acusações de que nosso sofrimento é frescura ficarão todas isoladas num ponto só, e o resto do blog mantém sua utilidade para quem sofre com o mal do meio-dia.

Àqueles que estão enfrentado a depressão, eu recomendo contar sua história em um grupo de suporte, ou montar um blog sem comentários, para evitar todo esse stress. Lembre-se: você não está sozinho, não é o único, e seu problema tem tratamento. Agora, pense duas vezes antes de ler os comentários deste post: você está entrando no Hall of Flames…

Referências:
[1] http://crazymeds.us/SuicideRisk.htm
[2] http://www.edge.org/q2008/q08_5.html#trivers

24 comments

  1. As flames a seguir foram originalmente escritas para o post “Depressão“.

    Comment by leoboiko2008-01-02 11:13:11

  2. Dilemas típicos de quem nunca teve de realmente trabalhar pela sobrevivência.

    Comment by Elvis — 2008-01-03 18:09:34

  3. epx: minha mãe me teve sozinha aos dezesseis; viemos do interior e somos de classe baixa. Minha família já lutou com o desemprego e eu já passei fome quando era criança. Você sabe o que é passar fome?

    Minha mãe ganha R$300 por mês e tem uma filha pra cuidar, e eu não tenho pai. Vivo sozinho, me sustento e ajudo minha família desde os dezessete anos. Agora, além disso, também alimento minha esposa e filha. Como mais exatamente você quer que eu lute pela sobrevivência, pegando touro a unha?

    É como eu disse: pessoas saudáveis simplesmente não sabem o que é ter o cérebro com problemas. Vá se foder, imbecil, fique no seu pocinho de ignorância confortável e deixe os outros em paz.

    Comment by leoboiko2008-01-03 19:57:22

  4. Se sua vida pregressa é tão sofrida como diz, devia pelo menos ter aprendido a ser mais focado nos seus interesses.

    Lamentar por lamentar, cada um pode contar a sua história triste. Eu trabalho desde os doze, e tenho síndrome de Asperger. De fato nunca passei fome, mas precisei comprar com meu próprio dinheiro quase tudo que transcendia o basicão.

    Eis uma receitinha simples para você colocar a vida na devida perspectiva:

    1) Compre um caminhão de brita (aprox. 5 metros cúbicos)

    2) Alugue pá e carrinho de mão

    3) Espalhe a brita no quintal

    É excelente para quando o trabalho “normal” começa a parecer aborrecido, pesado, estressante ou sem sentido. Perto de carregar brita, até desenvolver para Symbian começa a parecer bacana…

    Comment by Elvis — 2008-01-07 15:19:11

  5. E por que eu nao deveria lamentar por lamentar? Este e’ meu blog, posso fazer o que quiser nele. Que direito voce tem de vir me questionar? Voce foi estupido, insensivel e grosseiro. Em vista da tua sindrome voce nao deve entender como pode causar dor — morei com um Asperger e ele nunca entendia o que fazia com as pessoas — mas se nao quer ajudar nao atrapalhe.

    Comment by leoboiko2008-01-07 17:27:20

  6. Então eu vou ser estúpido, insensível e grosseiro também. Você diz que quem tem saúde perfeita não sabe o que é sofrer, ó Mundo Cruel ™. Pois eu tenho eplepsia desde os 8 anos, tomei remédios controlados por mais quase 15 anos e ouvi histórias dos meus pais no Pará (onde eu nasci, que convenhamos não oferece muito espaço saudável pra viver se for comparar com o Sul onde você cresceu) ficando em fila de açougues de madrugada pra conseguir alguma carne.

    Eu não me lembro de ter tomado leite materno, era alérgico desde que nasci e tinha que tomar leite de arroz e outras coisas após ter ido parar em hospital por isso. Pra algumas pessoas o fato de não ter sido amamentado deve explicar parte do meu comportamento, mas vá lá, liguei o modo drama mexicano em sua homenagem. Agora, seus posts são pedantes, carregados de um sofrimento falso e exagerado, como o Elvis não falou mas deixou implícito.

    Reclama de barriga cheia. É quase um “piá de prédio”, como dizem em Curitiba. Você não precisa expor sua vida como faz, pois fica parecendo só um garotinho mimado procurando atenção. Quer atenção? Procura um psicólogo, ele vai te ouvir (se pagar bem).

    Comment by caio1982 — 2008-01-08 11:56:54

  7. Eu também não lembro de ter tomado leite materno. Aliás, ficaria surpreso se eu realmente lembrasse.

    Comment by Eduardo Habkost2008-01-08 13:49:11

  8. Foi pelo argumento, e não literalmente. Acho que se você não tivesse sido amamentado pelo menos sua mãe te diria isso depois, quando crescesse (ou não?).

    Comment by caio1982 — 2008-01-08 13:58:55

  9. É, eu também nào consigo lembrar se tomei leite materno. Deve ser por isso que sou insensível!

    Comment by Elvis — 2008-01-08 14:14:44

  10. Ok, vou fazer o papel do advogado do diabo aqui. Leo, não se ofenda, mas eu odeio todos os seus posts. De verdade. Acho sincerametne que se não fossem as conseqüencias do mundo real, eu realmente sentiria prazer em matá-lo com minhas próprias mãos. E olha que sou pacifista.

    Tendo dito isso, não entendo a razão pela qual tanta gente se sentiu tão ofendida pelo cara dizer que sofre de depressão. Ao contrário do que dizem alguns, depressão não é necessariamente frescura. Claro que existe a depressão-frescura, mas também existe a depressão química, que é um problema médico. Se o cara está sentindo-se mal, deixe que tome os anti-depressivos. Se ajudar ele, ótimo. O que diabos qualquer um tem com isso além dele próprio?

    Vão catar coquinho, gente.

    Comment by Roberto Teixeira2008-01-08 14:19:45

  11. Caio: 1) Eu pago, mas psiquiatra e não psicólogo. Psicólogo não resolve meu problema. 2) O blog é meu e eu exponho a minha vida o quanto quiser. Isso me faz sentir melhor, e qualquer coisa que me faça sentir melhor já está valendo só por isso. Além disso, pode ser útil pra outras pessoas que sabem pelo que estou passando, como o Anderson; foi um momento muito importante pra mim quando descobri que não era só eu, e eu gostaria que mais gente tivesse blogado a respeito. 3) Como você sabe que meu sofrimento é falso e exagerado? Que metro você usa pra medir o sofrimento dos outros? Eu passei dois meses literalmente sem sair do quarto, comendo um pedaço de pão no fim do dia a contragosto, olhando para o teto e pensando na morte; isso é falsidade? Estava fingindo pra chamar a atenção? De que serve atenção quando a gente perde o interesse na vida?

    Não sei que graça esse povo vê de vir machucar os outros. Valida a sua existência anular a alheia? Vocês ficam em casa pensando “que legal, tirei o sono de um deprimido o final de semana inteiro, como eu sou fodão?”

    Em tempo: eu só descrevi minha, como ele chamou, “vida pregressa”, porque o epx fez a acusação estapafúrdia que sou deprimido porque nunca tive que lutar pela vida. Apontei a estapafurdice disso, e olha a proposta seguinte do cara… Vamos avisar os psicólogos, psiquiatras e neurologistas pra cancelar todas as pesquisas das últimas cinco décadas, que o doutor epx encontrou a cura para a depressão: britaterapia! Vocês não sabem do que estão falando e ficam aí dando pataco.

    Fim das flames originalmente escritas no post “Depressão”


    Comment by leoboiko2008-01-08 15:27:13

  12. E aí, já encomendou o caminhão de brita? :)

    Graças ao nosso atrito, temos discutido bastante sobre o assunto no #d00dz. Como é de se esperar, as opiniões se dividem. Eu continuo com a minha: que as pessoas se deprimem por viverem em cárceres que elas mesmas constroem.

    Posso muito bem estar viciado por uma amostragem ruim. Todo mundo na minha família que teve problemas semelhantes usou depressão e os respectivos remédios para evitar enfrentar o problema real subjacente. Pessoas que, quando eram paupérrimas há 30 anos atrás, eram contentes. E hoje, têm bom nível de vida mas caem em tristeza por não saberem dar um sermão, ou dizer um “não”, ou aceitar que um filho ou irmão é incorrigível.

    Concordo que exista uma tendência à depressão, assim como existem autistas, Aspergers, bipolares, entusiasmados incorrigíveis e psicopatas. Ninguém é perfeitamente normal. Na mesma situação em que uma pessoa se deprime, a outra toca pra frente. Eu ficaria certamente deprimido se continuasse morando em Recife. Outros amigos também não gostam de morar lá, mas não se deixam abalar. Eu admiro isso, mas não posso evitar. Trabalhar 20 anos para um dia não morar onde desejo, é frustrante até os ossos.

    Mas o fato é que eu escolhi ir para lá, foi um cárcere que eu mesmo construí, e tratei de sair dele quando começou a me incomodar de forma perigosa.

    Agora, tem aquela velha frase de caminhoneiro: “o que não tem solução, solucionado está”. Se me incomodar o fato da II Guerra não ter sido decidida por robôs gigantes, ou o fato do Brasil ser um país incrivelmente mal governado — estou frito. O jeito é abstrair.

    Pelos seus posts, vejo que no mister de estar descontente com o mundo à volta, você veste muitos chapéus. Eu ficaria realmente surpreso se você não entrasse em depressão.

    Se você quer curar seu hardware, vai forçosamente ter de revisar o software.

    Comment by Elvis (EPx)2008-01-18 12:14:57

  13. Depressivos não conseguem mexer no software sem mexer no hardware antes. A gente não consegue nem querer mexer no software sem mexer no hardware antes. Isso é a definição de depressão; se alguém não está neste estado não está deprimido, está só triste. A gente não se cura trabalhando, não se cura espalhando brita, não se cura tentando se animar nem mudando a perspectiva da vida. A gente precisa de tratamento e apoio para ter chances de conseguir ajeitar nossas cabeças, não de gente grosseira nos acusando de sermos mimados que nunca sofreram de verdade.

    É só olhar os números. Tratamento psiquiátrico (e tratamento psiquiátrico combinado com terapia cognitivo-comportamental) é de longe o método mais eficaz para cura de depressão sem reincidência.

    A questão de se você ficou deprimido porque tem predisposição genética, ou porque se colocou num cárcere, ou porque enxerga as coisas de um jeito ruim, ou porque seu pai morreu, ou porque aliens lançam raiozinhos de depressão nos humanos é completamente irrelevante para um deprimido. O que interessa é que, uma vez que o nível de serotonina no seu cérebro tenha ficado baixo o bastante e o cortisol em suas veias alto o bastante pra você não conseguir sair da cama nem pensar em nada, uma vez que suas sinapses estejam tipo isto aqui, você só tem duas alternativas: ou seu mundo interno piora cada vez mais por si mesmo (mesmo que você ganhe na loteria e sua vida fique perfeita, depressão vai aumentando por conta própria; é um ciclo de feeback), ou você se trata com ajuda externa. E ser xingado por bullies não conta como ajuda.

    Comment by leoboiko2008-01-18 12:40:32

  14. Os posts do Leonardo Boiko me ajudam e muito… Não sei se sou depressiva, se estou caminhando para isso ou se simplesmente estou numa parte difícil da vida e não estou tendo maturidade ou o que for para resolver tudo com a força e a coragem de uma pessoa “normal”. Eu tenho 17 anos, na maioria das vezes me encontro tão sozinha com os meus sentimentos que meus ombros se curvam sozinhos (tamanho é o peso da dor, do medo, da solidão). Estar deprimido está além de condição social, de ter sido ou não amamentado por mãe, de ter ou não nascido numa parte do Brasil mais desenvolvida… Ninguém pode medir e julgar se a dor de um indivíduo é ínfima e exagerada ou “justificada”. A dor de um garoto subnutrido da África subsariana não é a mesma dor de uma pessoa que aos 17 anos se sente com 71. As lágrimas de uma pessoa não são mais doloridas do que as de outra! Se a dor física é maior do que a dor emocional… se a pobreza é mais triste do que a prisão que a própria vida e corpo se tornam… isso só cabe a quem sofre, a quem chega a um momento da vida e se vê incapaz de continuar. Eu me vejo muitas vezes sem habilidade, sem forças, sem tolerância, fraca, patética, absurda, exagerada, ridícula e no mínimo covarde. Não consigo ser a garota despreocupada, “go-with-the-flow” que a minha idade e meus amigos me mandam ser. Tenho plena consciência global e social para saber que só o fato de eu ter acesso a um computador me faz ser “privilegiada”. Por pensamentos próprios já julgo a minha melancolia estúpida, passo mil vezes perguntando a mim mesma se tudo não é simplesmente o fato de eu ter dó de mim mesma e ser uma incrível babaca. Quem está deprimido não precisa de censuradores ou bullies externos, pois já se tem como pior inimigo. Já sofre a auto-crítica interminavelmente. O fato é que é doença, é horrível, é doloroso, é desmotivador. Uma pessoa pobre, se estiver mentalmente estável, tem a capacidade de melhorar de vida porque tem esperança, porque acredita em algo por mais improvável que sua condição possa melhorar. Ela é agente ativo para ter capacidade de ficar em filas de açougue, pedir esmola, pedir comida. Uma pessoa pobre depressiva não tem habilidade de sair de casa (se tiver uma), viver passa a demandar uma força que ela se julga incapacitada de ter. Respirar passa a ser fisicamente doloroso quando se está deprimido! Eu precisava de um adulto, de uma pessoa que me fizesse sentir menos mal. Eu precisava achar alguém que escrevesse coisas com as quais eu podia me identificar, me sentir menos pária, menos “outsider”, menos. Encontrei o blog do Leonardo e posso dizer que ele conseguiu amenizar o fardo que os dias tinham se tornado para mim. Encontrei alívio, um alívio temporário, um alívio necessário. E agradeço muito. Infinitamente.

    Comment by Rodayne2008-01-18 15:11:59

  15. “Ninguém entende, não me olhe assim Com este semblante de bom-samaritano Cumprindo o seu dever, como se fosse doente Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente Nada existe pra mim, não tente Você não sabe e não entende…”

    Comment by Sulamita Garcia2008-01-18 18:43:57

  16. [...] Nos últimos meses, o Leonardo está escrevendo bastante em seu blog sobre a depressão que sofre. [...]

    Pingback by Blog do Fernando Capitulino » Blog Archive » Sofrimento e preconceito2008-01-19 11:39:16

  17. sou asperger, me sinto altamente angustiada, e gostaria de conversar com alguém, que estivesse mais próximo de entender o que sinto…

    Comment by daniela weber — 2008-01-21 11:22:41

  18. Daniela, bem-vinda ao clube.

    Comment by Elvis (EPx)2008-01-22 00:28:44

  19. Tenho passado por isso algumas vezes, no meio da semana, acho q sou meio maluco, nos fds da pra distrair bem, fumar um cigarro as vezes, tomar uma cerveja, sair com amigos essas coisas, o negócio é não parar pra pensar muito..

    Comment by mateus — 2008-01-23 09:16:48

  20. é foda

    Comment by angelo´f — 2008-02-03 05:00:12

  21. minhas energias se esvaem no sentido de achar um caminho no mundo q eu criei, criemos então um mundo melhor ningúem me ouve pq já n digo mais nada, “a loucura é qa lógica de uma mente minuciosa sobre-taxada”, ouvi outro dia no filme “sem fôlego”.Quem ouve quem afinal.

    Comment by angelo´f — 2008-02-03 05:06:35

  22. “Enfim é preciso caminhar um pouco, ninguém nasce dezlizando.”

    Comment by angelo´f — 2008-02-03 05:09:59

  23. “Cura-se a alma através dos sentidos ou os sentidos atravé da alma”. Oscar Wilde em O Retrato de Doryan Gray.

    Comment by angelo´f — 2008-02-03 05:12:42

  24. Desculpem, é td mt estranho, mas é preciso encarar, as muloetas incomodam, o ego se revolta mas adoramos os dois.ahahahah Sugiram um tema.Eu não consigo,sou o mestre da retórica.

    Comment by angelo´f — 2008-02-03 05:20:04

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