Mon 30 Aug 2004
À noite há uma tonalidade etérea que parece superposta ao Rio Negro e ao céu, como se um pintor houvesse passado uma grande pincelada azul-escura sobre a composição toda. A lua é muito bonita e parece maior do que no Sul. O ar próximo aos rios lembra o de praia; meu corpo estranhou, ficava esperando a salinidade.
O açaí daqui nem se compara com a polpa congelada que servem em Curitiba. Tem tapioca em todo lugar. E todo dia como peixe. O que nós chamamos de “desfiados” eles chamam de “iscas”: isca de carne, de frango, de pimentão. Costume de pescador, com certeza.
Não vi as marcas tradicionais de refrigerante de guaraná (não, nem aquela do “guaraná da Amazônia”). Em seu lugar encontramos marcas locais, tão escuras quanto chá mate e com uma taxa maior de guaranina.
Os preços são bem altos, alimentação, moradia, produtos de limpeza, roupas, eletrônicos, tudo. Qualquer coisa marinha custa bastante. Tomate é artigo de luxo.
Há vários restaurantes e bares coreanos na região onde estou, e um grupo da Coréia está hospedado no hotel. Encontrei uma associação da colônia japonesa que tem curso do idioma. A professora é japonesa e me passou boa impressão.
September 3rd, 2004 at 11:30:22
Descobri uns dois restaurantes aqui que servem quentão como cortesia, junto com o tradicional cafézinho, será que o povo daí sabe o que é quentão?