Impressionante. Facilmente a maior descoberta arqueológica das últimas décadas.
Alguém a fim de largar tudo e tornar-se arqueólogo?
Fri 29 Oct 2004
Impressionante. Facilmente a maior descoberta arqueológica das últimas décadas.
Alguém a fim de largar tudo e tornar-se arqueólogo?
Wed 27 Oct 2004
Escrevi um texto com dicas para GNU Autotools. Gostaria que quem lida com autoconf, automake e companhia desse uma lida.
Thu 21 Oct 2004
A esfera de minerais em que vivemos já deu mais de quatro bilhões e meio de voltas em torno do Sol. Cada “bilhão” desses contém mil milhões. São voltas pra caramba.
Se contarmos a partir da posição inicial da esfera no dia em que nasci, hoje completam-se aproximadamente vinte e uma (descontem-se os erros de calendário e afins).
Wed 20 Oct 2004
Enfim os zumbis Windows encontraram meu diário.
mysql> select *
from wp_comments
where comment_author_url like
"%texas-holdem-0%";
[...]
51 rows in set (0.00 sec)
Como hospedo minha página num provedor que não dá acesso total à máquina, não posso configurar um firewall decente. Se eles exagerarem, talvez serei obrigado a moderar os comentários.
Tue 19 Oct 2004
Continuando com a série “detalhes absolutamente desinteressantes sobre minha vida”… por que será que todo blogger acaba nisso? Pelo menos um leitor eu garanto, uma vez que minha mãe anda lendo esta página (oi mãe!).
Já quando escolhi o quarto eu havia reparado nelas. Não são formigas assassinas amazônicas, mas pequenas formiguinhas doceiras pretas, do tipo que eu já havia convivido antes em cidades quentes. Faziam trilhas através do quarto e fora dele, na direção de um mato próximo, onde provavelmente estava a colônia principal.
Estou acostumado a colchonetes. Não acho confortável dormir em superfícies muito macias, nem em coisas suspensas. Além disso, um colchonete pode ser enrolado durante o dia para economizar espaço, e pode ser carregado em acampamentos ou viagens.
Acontece que eu freqüentemente acordava durante a noite com formigas nos ombros. Era um tanto incômodo. A dona do lugar onde moro me deu um inseticida, dizendo que era só matá-las por um tempo para espantá-las.
Foi uma forma didática de aprender que formigas mortas liberam um feromônio interpretado, basicamente, como “tivemos baixas aqui, enviem reforços”. Alguns dias matando formigas com o spray ou na mão e a quantidade havia dobrado.
Eu relutava em usar um formicida, capaz de genocidar um ninho inteiro, então tentei aplicar uma fita de vedação nas frestas da alvenaria que elas mais gostavam. Tentei também um inseticida do tipo “barreira ativa”. Segundo a embalagem, o veneno permanece por semanas, afastando baratas e formigas.
Elas roeram a fita, e passeavam tranqüilamente pela tal barreira meia hora após a aplicação. E encontraram minha despensa.
Apelei para o formicida, que leva cerca de uma semana para agir. Uma semana e muitas formigas mortas depois, a colônia-matriz na selva havia substituído com reforços as satélites do quarto. Uma aplicação do pote inteiro de formicida não adiantou, e nem uma marca mais forte.
Foi nessa época que as formigas, por alguma razão, me identificaram como comida. Faziam fila para o meu colchonete no meio do quarto, e acumulavam-se às dezenas sob minhas costas. Para fins de treinamento, forcei-me a dormir duas noites nessa condição; considerando que eu tenho (ou tinha) aversão a insetos na pele, foi uma experiência… edificante.
Estava então com o quarto todo envenenado, perdendo comida e sem dormir direito. Resolvi mudar de estratégia…
Comprei uma cama. De quebra, resolvi o problema de achar um móvel para guardar minhas roupas, conseguindo uma com baú. Encontrei apenas uma, e barata: R$185. Infelizmente não estava à venda, pois tinha um pequeno defeito no encaixe do baú. Conversei por mais um tempo e convenci a loja a vendê-la com desconto: R$65. Mais barato até que o colchão. Deu para tirar todas as minhas roupas das malas.
Comprei também potes plásticos para guardar comestíveis. Pareciam perfeitamente seguros, mas elas encontraram uma fresta no encaixe da tampa. Agora só compro potes marcados explicitamente como “herméticos”. No dia dessas compras, também tirei as fitas de vedação feias, o veneno de cheiro desagradável, e limpei todo o piso com sabão e eucalipto.São insetos fascinantes, as formigas.
Conviver com elas não deixa de ter suas vantagens. Aparentemente esta espécie não ferroa, ou pelo menos não me atacaram até agora (e não por falta de oportunidade). Não transmitem doenças, e ajudam a espantar bichos realmente odiosos como baratas. E são um excelente incentivo para manter o quarto impecável (limpar o piso de cerâmica com pano é treinamento tanto de kendô quanto de chá…)
A Descalça perguntou se as formigas haviam me deixado em paz. Não, minha cara, eu é que parei de importuná-las. Resistir é inútil, a única saída é aprender a conviver.
Fri 15 Oct 2004
tar: A lone zero block at 29419
Por alguma razão fiquei com pena do bloco.
Mon 11 Oct 2004
Uma música que tenho ouvido bastante é Yakyoku, da trilha sonora de Castlevania: Symphony of the Night. No Animelyrics.com tem a tradução em romaji e inglês. Segue a versão em kanji e português, não literal.
夜曲 yakyoku
女神は永遠の幸せの中で megami wa eien no shiawase no naka de
嘆き続けては歌うノクター nageki tsudzukete wa utau NOKUTAAN
愛は終る命も尽きるそれなら ai wa owaru inochi mo tsukiru, sorenara
同じ時に糸を切って onaji toki ni ito wo kitte
神々の渇きが海の音を消し kamigami no kawaki ga umi no oto wo keshi
無垢な狼は孤独に耐える mukuna ookami wa kodoku ni taeru
夢は醒る夜も明けるその前に yume wa sameru yoru mo akeru, sono mae ni
違う場所に針を向けて chigau basho ni hari wo mukete
Noturno
A deusa está em felicidade eterna,
mas a mágoa remanescente é uma canção noturna.
O amor acaba e a vida se consome. Quando ambos
terminarem juntos, corte o fio. [1]
A sede dos deuses põe fim ao som dos oceanos;
o lobo inocente resiste, solitário.
Sonhos despertam e a noite amanhece, mas antes[2]
a bússola aponta para outro lugar.[3]
Notas:
[1] “Fio” é uma metáfora para “vida” ou “destino”.
Segundo minhas fontes, este verso trata de suicídio.
[2] Na poesia japonesa, inversão de sujeito e objeto é um recurso freqüente.
[3] Literalmente “agulha” ou “ponteiro”.
Radicais que se repetem para poética visual:
Mon 11 Oct 2004
Quinta-feira, 7 de outubro de 2004. Manaus. Véspera da estréia da segunda parte de Kill Bill em São Paulo.
Desejando relaxar a ansiedade da espera, fui ao cinema com o Ademar assistir a um filme qualquer que não me interessava. Perto das vinte e uma seguimos para a sala…
— Sinto muito, não haverá sessão.
— Como assim?, perguntou o Ademar. Eu comprei meu ingresso e não tem filme?
— É que a atendente não foi informada… neste horário é a pré-estréia do Kill Bill.
[Close em meu rosto, com a introdução de Ironside como trilha de fundo…]
Não admira que a vendedora não soubesse da tal pré-estréia, não estava na programação nem nos cartazes. Pela primeira vez vi uma sala do Cinemark completamente vazia. Entrei e escolhi com calma o melhor lugar possível. Ademar não veio, pois não assistira ao volume um.
Mais umas quinze pessoas chegaram, e vinte minutos depois metade havia deixado a sala. Os restantes saíram falando mal do filme. Quanto a mim, fiquei sozinho, em pé até passar o último crédito, desejoso de mais um pouquinho que fosse de Tarantino. ”Urami Bushi“ como encerramento ficou perfeita, aliás. Tornei-me fã de Meiko Kaji.
Quinta-feira, 7 de outubro de 2004, Manaus, Studio 5, Sala 4 do Cinemark. Kill Bill volume 2 é exibido para mim, e passo duas horas e meia em estado de pura felicidade.