Quinta-feira, 7 de outubro de 2004. Manaus. Véspera da estréia da segunda parte de Kill Bill em São Paulo.

Desejando relaxar a ansiedade da espera, fui ao cinema com o Ademar assistir a um filme qualquer que não me interessava. Perto das vinte e uma seguimos para a sala…

— Sinto muito, não haverá sessão.
— Como assim?, perguntou o Ademar. Eu comprei meu ingresso e não tem filme?
— É que a atendente não foi informada… neste horário é a pré-estréia do Kill Bill.
[Close em meu rosto, com a introdução de Ironside como trilha de fundo…]

Não admira que a vendedora não soubesse da tal pré-estréia, não estava na programação nem nos cartazes. Pela primeira vez vi uma sala do Cinemark completamente vazia. Entrei e escolhi com calma o melhor lugar possível. Ademar não veio, pois não assistira ao volume um.

Mais umas quinze pessoas chegaram, e vinte minutos depois metade havia deixado a sala. Os restantes saíram falando mal do filme. Quanto a mim, fiquei sozinho, em pé até passar o último crédito, desejoso de mais um pouquinho que fosse de Tarantino. ”Urami Bushi“ como encerramento ficou perfeita, aliás. Tornei-me fã de Meiko Kaji.

Quinta-feira, 7 de outubro de 2004, Manaus, Studio 5, Sala 4 do Cinemark. Kill Bill volume 2 é exibido para mim, e passo duas horas e meia em estado de pura felicidade.