• Gosto de campo. Não gosto de cidade.
  • Etiqueta é bom; impede que você se machuque. Tradição é bom: dá sentido para os atos (que são necessários mas sem sentido).
  • É mais seguro se relacionar com gatos, computadores, livros ou videogames do que com seres humanos.
  • Gosto de tocar (coisas, pessoas, o mundo em geral). Gostaria de poder tocar mais.
  • Não é que eu seja anti-social. Na verdade é o contrário: sou hipersocial. Seja qual for o “nervo” responsável pela empatia, em mim ele nasceu exposto. Mesmo pequenas demonstrações de reprovação ou desinteresse são capazes de me derrubar por semanas. O isolamento é uma conseqüência natural; as pessoas machucam, então me distancio delas. Isto tem sido constante desde quando me lembro por gente. O engraçado é que a sensação de distância não engloba simplesmente pessoas mas toda a realidade; tudo parece remoto, pálido, um mundo de sombras; nada é satisfatório ou mesmo interessante.
  • Minha mente é um dragão de oito cabeças, pegando as palavras como um polvo, quebrando-as, comendo-as: solidão, a-pa-ti-a, des-in-te-res-se. Mas quando entro em away a própria mente parece fraca e reduzida, assim como as funções vitais (apetite, etc.)
  • A angústia é provocada por relações humanas, mas não parece ser causada por elas. Não consigo identificar nenhuma causa mental; minha personalidade e lembranças parecem estar fora da história toda. É como se fosse um problema biológico, algum receptor de serotonina danificado, desbalanço hormonal, algo que comi ou influência do clima.