Um jogo não-GBA com o qual ando envolvido recentemente é o Guilty Gear, O Jogo Cujo Nome Não Faz Sentido. Com a série Street Fighter e os jogos da SNK perdidos em mais-do-mesmo infindáveis, faz tempo que eu procurava algo divertido e inovativo em jogos de luta 2D. E pensar que o GG estava ali o tempo todo; a primeira versão é de 98! Recomendo a série entusiasticamente a todos os fãs do estilo.
Os gráficos são muito bonitos e detalhados, com personagens estilo anime bastante carismáticos e criativos (às vezes até demais…). A dublagem é excelente, com atores animados e vários conjuntos diferentes de vozes para cada lutador. A jogabilidade é cheia de truquinhos e leva um tempo para pegar, mas também é fluida e divertida.
A obra toda tem a mão de Daisuke Ishiwatari, artista até então desconhecido e fã de luta 2D e rock. Além de projetista do jogo, ele fez o desenho de personagens, a história, a voz do Sol Badguy e as músicas. E que músicas! A trilha sonora de GG é inteirinha rock’n'roll e metal de alta qualidade. Há referências infindáveis a canções e bandas (particularmente ao Queen).
Tenho jogado o Guilty Gear XX#Reload no computador e Guilty Gear Isuka no arcade. O Isuka tem um atrativo a mais: lutas de até quatro personagens ao mesmo tempo, em qualquer combinação de times individuais ou duplas. Ou seja, é possível jogar em parceria com outros seres humanos — muito legal para mim, porque não gosto de disputar contra. Jogar com os chineses dos fliperamas da XV tem sido uma experiência ótima.