É verdade que quase nunca vou lá. Não gosto de shopping. O Estação é meu cinema-hollywoodiano padrão, o chocolate da Kauf é ótimo, o sorvete da D’Vicz também, o fast-food italiano é excelente, e o japonês, suficientemente bom, mas continuo não gostando de lá. De outros shoppings, então, tenho aversão. O Curitiba só se salva pelo italiano faça-você-mesmo e o nikuman.

Só que eu tenho medo do shopping Curitiba. Eu sei que aqueles murinhos são seguros e que ninguém pisa em falso. Mas quando eu olho para o abismo do terceiro ou quarto nível as lojas giram em vertigem com todos aqueles cartazes de pessoas-falsas-felizes, e famílias de lindos filhinhos loiros de olhos azuis, e manequins sem cabeça, e dentes brancos brilhantes, e plástico e metal precioso, tudo é um rodamoinho e eu quero pular, me jogar de cabeça, nem sei se pra protestar ou pra finalmente me render ao marketing e pousar num colchão macio de cartões de crédito.