Pra quem ainda não viu as coisas recentes e bacanas da web:
- del.icio.us — bookmarks com tags via web — novo: agora com extensão oficial para o fox
- digg — slashdot sem editores
- reddit — bash.org para páginas
Wed 30 Nov 2005
Pra quem ainda não viu as coisas recentes e bacanas da web:
Tue 29 Nov 2005
Uns tempos atrás alguém me perguntou o que eu não comia, e a única coisa que consegui responder foi “carne de porco”. Fiquei encucado, porque sabia que não como mais uma porção de coisas, mas na hora não lembrava (talvez porque nossa discussão era sobre legumes, e vegetais eu como todos). Depois pensei melhor e consegui mapear direito o que eu não como. Toda comida que eu evito cai em uma de duas categorias: comida gordurosa e comida açucarada. Por exemplo,
Pensando nesta lista, logo fiquei intrigado com as causas. Por que eu adoro, digamos, míudos de frango, mas não suporto presunto picado? Concluí que o hábito que me ensinou a gostar de quase tudo (de kon’yaku japonês quase sem gosto a tacos mexicanos extremamente picantes, de cebola no espeto a doce indiano de ricota banhado em cardomomo e água de rosas), pelo seu próprio mecanismo, me ensinou paralelamente a repudiar açúcar e gordura. Estou falando da “aceitação da realidade”, a mesma técnica que uso para aprender a gostar de música: aproximar-se da sensação conscientemente disposto a vencer a estranheza, tomando cuidado no gosto, na textura, buscando se adaptar à comida e não o contrário. Em duas palavras, prestar atenção. Quando presto atenção e tento aceitar a mistura de doce e salgado de um prato chinês, descubro um sabor novo e maravilhoso — mas quando presto atenção numa comida gordurosa ou numa bebida doce, meu corpo rejeita fortemente.
Mon 28 Nov 2005
Mon 28 Nov 2005
Depois de brigar com o software, resolvi desinstalar e reinstalar a HD, a fim de ver se não voltava a funcionar magicamente. Notei que havia alguma coisa errada quando formigas voadoras mortas caíram dela.
Quando montei o seiryuu me preocupei muito com preservação. Escolhi amd64 pelo cpu scaling, rodei sempre no no-break, monitorei a temperatura, e coloquei fans em todo lugar. Inclusive um desses fans l33ts de HD, que passou os últimos quatro meses alegremente armazenando poeira entre si mesmo e o microcontrolador. A pobre seagate estava soterrada em pó. Limpei bem e ela parece ter voltado a funcionar sem problemas, mas mesmo assim não tenho coragem mais de cobrar — ela vai de brinde, e o seiryuu ficou R$200 mais barato.
Estou escrevendo isto num post separado para dar mais visibilidade. Cuidado com ventiladores de HD. Teste bem eles antes de esquecê-los no gabinete.
Sun 27 Nov 2005
Mais provas de que Deus é sádico.
Quando montei o seiryuu, meu amd64 com peças escolhidas uma a uma, contei que finalmente tinha um computador legal pra minha mãe. Ela respondeu: “Que bom. Daí quando você ficar sem dinheiro você vende ele.” E riu. Maldição de mãe. Ou melhor, experiência de mãe.
Fri 25 Nov 2005
Estava relendo a carta de 1983 sobre Programadores de Verdade e isto me chamou a atenção:
Unix is a lot more complicated of course– the typical Unix hacker never can remember what the PRINT command is called this week– but when it gets right down to it, Unix is a glorified video game. People don’t do Serious Work on Unix systems: they send jokes around the world on UUCP-net and write Adventure games and research papers.
Troque UUCP-net por listas de discussão de software e esta constatação continua valendo até hoje, em nosso mundo de Linux e BSD.
Fri 25 Nov 2005
Se alguém acompanha minha página no last.fm, deve ter notado a preponderância de uma banda nas últimas semanas.
Meu primeiro contato com o Massacration foi no programa da MTV. Eu curtia porque passava metal, mas nunca tinha prestado muita atenção na banda-paródia que apresentava. Até que numa noite pacífica e tediosa, logo após um clipe, os caras começam a tocar uma versão metal de:
Eu comprei um quilo de farinha
pra fazer faro-fa-fa
pra fazer faro-fa-fa
A Márcia, que dormia tranqüilamente em meu colo, acordou tão flabbergastada quanto eu. Olhamos um para o outro sem coragem de falar nada, ambos alcançando mentalmente a única conclusão possível: é metal, cara. Pela popularidade que o episódio teve no edonkey, acho que não fomos os únicos.
Esqueci o assunto e, muito mais tarde, topei por acaso com uma página de letras da banda¹. Peraí, vocês querem dizer que o Massacration tem músicas? As letras me cativaram completamente, e eu fui praticamente obrigado a ouvir como era numa webradio. E a baixar o álbum. E comprar o CD, e apagar o álbum baixado, e ripar o CD em um formato decente (a propósito, este texto tem vários links para trechos de música; todos estão em ogg vorbis).
Massacration é metal. Não essa coisa com batida de hip-hop, guitarra sem solo e vocais incompreensíveis que passa por metal entre as crianças de hoje, mas metal de verdade, ou melhor, meeetal. Metal Iron. Metal Judas. Metal Manowar.
As letras são absolutamente maravilhosas, com um inglês quebrado impecável. Temos exemplos de repetição para enrolar, como no refrão pegajoso da excelente Metal is the Law:
Metal is the law
The law is the metal
Metal the law is
Metal
Profanidade estilo Raimundos, na popular Metal Bucetation:
All the pirocation
Fuck the bucetation
I can take it
Portinglês, como em Metal Dental Destruction (”The power of the obturator”, “Fear of the killing broca”, “Gengivas gonna bleed”), ou ainda em Cereal Metal:
Warriors of metal
Let’s rise
Está na hora
De papar
Passagens clássicas de metal, como em Feel the Fire… from Barbecue:
Maminha is gonna burn
(Na grelha!)
Fraldinha is gonna burn
(Na grelha!)
Javali is gonna burn
(Na grelha!)
Embromation, como em Evil Papagali:
He’s got the power
Of the furation
You feel the pain
Is the bication
E — minha favorita — a coleção completamente aleatória de expressões americanas em Metal Milkshake:
MacLaren, Bacon, Greatest Hits
Fax/modem, Internet, Puff, Metal!
Tape deck, I love you, pause, stop
Michael Jackson
Temos ainda bizarrices como a receita de bolo na introdução do álbum (ditada por João Gordo como o Diabo), umas piadas do Costinha (meu pai tinha o LP) com riffs ao fundo, e uma música em homenagem ao Sérgio Mallandro (com participação do próprio). Mas como dá pra ouvir nos trechos acima, quem pensou que a banda deve ser meia-boca por ser pastiche se enganou. Os vocais de Detonator, apesar de propositalmente em falsete demais, são melhores do que muita bandinha séria por aí, assim como os solos de Blonde Hammet, o instrumental todo. Várias músicas têm passagens (às vezes até cantadas) de musiquinhas antigas ou folclóricas, de forma que você fica pensando “eu já ouvi isso antes”.
Eu sempre acreditei que em metal não importa muito o sentido do que você está cantando. Importam as rimas, o ritmo (Trapped Under Ice, por exemplo, tem as tônicas num esquema DA-dum-DA-dum-dum-DA-dum-dum-DA: “I don’t KNOW how to LIVE through this HELL / BREAK the ICE i’m still LOCKED in this SHELL”), as aliterações (”Die, Die, Die, my Darling”, “When I’m walking a dark road / I am a man who walks alone”), a simetria (”Evil warning / You’re much too fast / and much too high […] In the morning / You stagger up / to start to fight”), mas não importa a semântica. Massacration é uma versão extrema desta idéia. Assistir ao “duelo” deles com o Angra deixou dolorosamente claro que as letras pretensiosas do Angra têm tanta importância quanto milkshake.
Notas: [1] Cuidado: as letras dessa página estão mal-escritas e por vezes erradas.
Thu 24 Nov 2005
Parece que
Thu 24 Nov 2005
Estou postando isso com o “Maddog” Hall na minha frente, aqui no C³SL. Sei lá, fiquei com vontade de contar.
Ah, sei que está um pouco atrasado, mas fim de semana agora tem o Latinoware no Politécnico. Estarei presente domingo, ajudando por baixo dos panos.
Wed 23 Nov 2005
O problema com a moral é que ela cria nuvens de incognoscibilidade. Ninguém pára pra pensar em exatamente por que classificamos isto como bom e aquilo como mal.
Se olhássemos amoralmente para a bondade, o que veríamos?
Mon 21 Nov 2005
Eu estava aqui fazendo pesquisa séria (procurando algo sobre a história dos romances da Nova Cultural — Sabrina, Júlia, etc.) quando por acaso me deparei com uma página sobre “mensagens subliminares” na Disney. Eu adoro ler propaganda religiosa, e nesta teve uma acusação que achei interessante demais para não registrar:
Em 1993, a Disney compra os direitos das “Tartarugas Ninjas” da Mirage Studios. Só lembrando: As tartarugas, apesar de dóceis, são lerdas e preguiçosas. E ninja, caracteriza alguém senhor de si mesmo, auto-suficiente, inatingível. São caracteristicas marcantes da Nova Era, a auto-exaltação e adoração do homem.
Fascinante.
Fri 18 Nov 2005
Certos assuntos possuem montes de livros, mas pouquíssimos livros bons. Ciência da computação é um caso grave, mas sendo estudante e tal eu consigo me virar pra achar as coisas decentes. Em outras áreas que me interessam, porém, fico no escuro.
Alguém tem recomendações de bons livros sobre os assuntos abaixo? Estou procurando coisas bem escritas e informativas; algo equivalente ao que o “Desenhando com o lado direito do cérebro” é para o desenho.
Fri 18 Nov 2005
Toda vez que um corpo humano expõe-se na minha frente através de um pedaço de pele bonita — não importa de quem seja o corpo — eu tenho vontade de mordê-lo carinhosamente. Andar de ônibus é como passear sem dinheiro em uma confeitaria.
Fri 18 Nov 2005
É isso aí, minha primeira sugestão nos fóruns do spamusement e no que deu? É nóis na fita.
Admitamos que não fazer um spamusement deste subject seria um pecado…
Thu 17 Nov 2005
Ando esses dias com um desejo incontrolável de vender meu amd64, o seiryuu, e comprar um mini mac. Havia optado por um e não pelo outro por dois motivos: 1) rodar o driver de meu cartucho flash para o gameboy advance, e 2) jogos (principalmente Ragnarök e Guilty Gear). Ou seja, vergonhosamente, pra rodar o windão. Mas o cartucho flash posso gravar na casa de alguém, e desencanei dos jogos.
Sentei e tomei chá pra ver se a vontade passava, mas o mac mini fica assombrando meus sonhos. Será que consigo R$2.5k no seiryuu com placa nvidia, dvd/cd rw, captura de vídeo e gabinete l33t?
O chato do mini mac são os acessórios: adaptador pra TV, pra teclado PS/2 (podem arrancar meu IBM Model M de minhas mãos frias e mortas), placa de som 5.1 USB, mouse USB… Mas a qualidade da Apple — de hardware, de software — compensa.
Similarmente, quando sobrar uma grana, quero vender o PSOne e comprar um console mais moderno. Mas ao invés de conseguir um PS2 como sempre planejei, estou seriamente tentado a adqüirir um Gamecube. Minha única razão para preferir a plataforma da Sony era a quantidade massiva de jogos (piratas) baratos, principalmente RPGs, mas meus hábitos de jogador não são os mesmos de quando era adolescente. Não tenho mais tempo ou disposição para fuçar todo santo RPG que o Japão lança; recentemente, quando me envolvo com um jogo, passo vários meses brincando com ele. E se com um jogo passo vários meses, o preço maior dos jogos do Gamecube não importa tanto. Por outro lado, a qualidade passa a ser fundamental, e mais da metade dos jogos de PS2 dão aquela sensação de falta de polimento. Comprando um Zelda, um Mario, um Pokémon, um Bokumono, eu sei que o jogo vai ser perfeito até os últimos detalhes, além de garantidamente divertido.
O problema com o Gamecube — e com o GBA também — é que as lojas daqui só trazem a versão americana dos jogos, e importar os japoneses da play-asia ou da lik-sang implica em pagar o imposto ridiculamente abusivo de nosso país feudal. O Bokumono Shiawase no Uta for World, por exemplo, sai por R$132 no lik-sang, frete grátis — mas o imposto adicionaria uns R$80…
Wed 16 Nov 2005
As almas dos mortos andavam em fila no topo de um morro, um karon com um tridente ósseo atrás de cada uma. Ao fundo, céu tempestuoso, barcos-fortaleza voadores e música impressionante (composta pelo Ludwig).
Wed 9 Nov 2005
Duas notícias quentes lá da terrinha dos sonhos:
Tue 8 Nov 2005
Minha irmã gostava do HP, o Harry Potter. Eu queria comprar uma coleção de livros de presente, mas hoje ela gosta de outro HP: hip-hop. Minha irmã abandonou o Playstation há tanto tempo que minha mãe insistiu para que eu o levasse. Minha irmã saiu do caratê há tanto tempo que nem deve se lembrar como era. Minha irmã até gostou do Sakura Card Captors mas não leu mais, e parou de ler a Witch também. Minha irmã faz parte das comunidades de Linkin Park, Evanescence, CPM 22 e Pitty. Minha irmã se enturma com o fundão e gosta de rapazes de boné e com a cueca aparecendo. Minha irmã quer usar piercing, vai em festas com as amigas e fala palavrão.
Minha irmã, sangue do meu sangue.
Tue 8 Nov 2005
Tue 8 Nov 2005
Cada vez que eu passo no Largo da Ordem à noite morro de vergonha de usar preto. (more…)