Fri 10 Feb 2006
Touch! DS em mãos
Posted by leoboiko under Pessoal , Diário , Cultura Pop Japonesa , Jogos eletrônicosO prazo típico para entrega de produtos da play-asia é cinco a catorze dias. Exatamente no décimo quarto dia, meu DS “pure white” chegou. Agora é tentar vender o GBA para cobrir o buraco.
Sim, a receita pegou e tive que pagar R$200. Eles violaram a caixa de meu inocente sistema, mas pelo menos cobraram imposto em cima do valor declarado mesmo (ouvi histórias de terror sobre os caras cobrarem mais). No fim, acabei gastando mais ou menos o que gastaria para comprar um DS no mercadolivre.
Me senti tapeado porque a descrição do play-asia dizia que o DS era japonês, e recebi foi o modelo de Hong Kong, com manual em chinês e tudo. Felizmente o DS é um sistema internacional, sem region locking, e igual em todo o mundo. Dá até para configurar o idioma, então posso deixar meu firmware em japonês decente. Ainda bem, porque senão eu seria obrigado a devolvê-lo, e não quero nem pensar sobre correio e imposto.
Levei um susto quando li no manual que a fonte era 200v. Olhando com cuidado, percebi que, apesar do sistema ser chinês, a fonte era japonesa e 100v. Não sei porque a play-asia faz assim, mas não importa. Funciona.
De brinde veio um adesivo da loja e um pacote de balas japonesas.
O DS
Já foi dito, e é verdade, que a Nintendo é, atualmente, a única fabricante de hardware que sabe fazer jogos competentes em ser jogos. É difícil não ser um fanboy quando as concorrentes não tem nada de interessante para mostrar.
O DS é o primeiro portátil fora da linha do Gameboy, mas ele mantém a tradição: resistente, leve, a bateria dura bastante, e sem nenhuma firula que prejudique essas características. Primeira tentativa da Big N em inovar na geração atual, o console tem quatro características completamente inéditas:
- Duas telas (daí o nome, dual screen). A maioria dos jogos explora isso com uma tela de menu/mapa/mostradores e outra de ação, ou mostrando uma cena só nas duas (formando uma tela virtual comprida), ou mostrando dois ângulos diferentes da mesma cena.
- Sensibilidade tátil na tela inferior. Esta é, provavelmente, a maior inovação do DS. Ele deveria se chamar “Nintendo Touch!” ou algo assim. Alguns jogos só usam a sensibilidade ao toque para facilitar a navegação por menus, mas outros aproveitam bastante a tela e alguns chegam a dispensar os botões tradicionais.
- Microfone. Alguns jogos fazem você dizer coisas ou soprar no microfone, mas é uma característica menos usada. Quem for console geek de verdade vai lembrar do controle-karaokê do Famicom original, usado no antijogo criado por Beat Takeshi (de Dolls, Brother, Zatoichi, Gohatto, Battle Royale).
- Wireless (802.11). Primeiro portátil a permitir conexão sem fio entre unidades. E o que é melhor, ao contrário do GBA, a maioria dos jogos permite múltiplos jogadores (até 16) com um só cartucho. Com um roteador dá para jogar pela Internet, só que poucos jogos usam essa função (notoriamente, Mario Kart DS usa). O firmware vem com um programa de conversa que usa a tela de toque.
Pretendo importar aproximadamente um jogo por mês (ignorando o detalhe de não ter dinheiro pra isso); afinal, jogos para Nintendo costumam durar bem mais de um mês. Como já saiu muita coisa interessante, a dúvida é cruel: Animal Crossing, Kirby, Electroplankton, Jump! Superstars… o candidato mais forte até agora a ser meu primeiro jogo é Osu! Tatakae! Ouendan!
Eu queria alugar alguns de meus futuros jogos para ajudar a decidir. Fico restrito aos que saíram em inglês, já que locadora brasileira não traz jogos do Japão. Pra piorar, a maioria dos que me interessam são “lançamentos” (ha, ha) para devolver em 24 horas. Em minha primeira locação quis levar o Kirby e o Animal Crossing, mas ambos eram 24h e acabei levando Sawaru Made in Wario e Lost in Blue.
O Made in Wario é igual a qualquer outro Made in Wario, e é bacana porque usa só toque e microfone, mas fiquei com a sensação de que ele tem menos… coração… do que o original. Os desafios iniciais são curtinhos e os chefes não são épicos. Divertido, porque é Made in Wario, mas não o bastante para me tentar a comprá-lo.
Lost in Blue eu estou numa relação de amor e ódio. A parte do jogo que está correta é boa, mas ele deixa aquela sensação de ter sido lançado antes de estar pronto. A jogabilidade tem pontas soltas, não é polida como em um Zelda. Ele captura bem a sensação de estar perdido em uma ilha. Acho que captura, porque nunca estive perdido em uma ilha. O processo de acender fogo é um exemplo: consiga um graveto e uma casca de árvore, talvez sacudindo uma árvore com o toque. Role o graveto na casca com as duas mãos através dos botões L e R, e tenha paciência ou ele cai. Quando conseguir gerar uma pequena brasa, sopre o fogo (no microfone) para acendê-lo. Toques de genialidade.
Pretendo passer por outras locadoras por aí para ver quais têm as condições mais amigáveis. Quem souber de alguma bacana, ou de uma loja que venda jogos japoneses, avise.
February 10th, 2006 at 16:28:49
Parabéns pela aquisição, e aguardamos fotos.
February 13th, 2006 at 11:35:35
eu quero um pra mim.