Se minha vida fosse um romance, seria terrivelmente repetitivo. Em todo capítulo, eu estou prestes a mudar de casa; comprei $OBJETO_CARO (instância atual: Powerbook 3400C), fiquei endividado e não sei como vou pagar; assumi tarefas demais para mim mesmo para depois procrastiná-las todas até o esquecimento; e matei mais aulas do que deveria.

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Acho que estou entusiasmado demais com a aula de Administração da Tecnologia de Informação e Inovação Tecnológica. Este é o nome oficial da matéria, mas está errado. Como criar disciplinas novas demora demais, os professores que querem ensinar assuntos diferentes usam a matéria já existente com o nome mais próximo. A aula da qual estou falando deveria se chamar “História da ciência, metodologia e redação científica e política científica no Brasil”, o que é mais comprido ainda que Administração da Tecnologia de Informação e Inovação Tecnológica. O professor que quer ensinar coisas novas é o Luis Allan, que aliás é mais um freqüentador do fast-food japonês do Rafa no shopping Green Tower.

Eu falo o tempo todo durante a aula do prof. Luis Allan. Cada quadrofull me deixa coçando para propor cinco ou seis idéias. Na última aula tive que me segurar para não debater a definição que ele deu de animismo e a importância da agricultura, e mesmo assim falei o tempo todo. E sou o único aluno a fazê-lo.

Agora há pouco um cara e uma guria sentados na escada me dirigiram a palavra:

Cara: Você faz outro curso?
Eu: Quem são essas pessoas? Outro curso?
Cara: É. Você é de computação mesmo?
Eu: Eles sabem que eu estudo aqui! Sim, computação.
Cara: Mas é transferido ou coisa assim?
Eu: (Momento de iluminação) Acho que são colegas de sala da aula do Luís Allan… Não, não sou.
Guria: Você é da pós ou da graduação?
Eu: Graduação. No finalzinho…
Cara: Mas estuda só essa matéria, né?

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Fui para Wenceslau semana passada. Desenhei lá o Daigoro em giz de cera e ficou quase bom.

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Começo a achar que os dez essenciais são essenciais em mais contextos do que no mato. Por exemplo, quando a eletricidade do Politécnico cai com a chuva e você fica preso no fundo dos labirintos dos laboratórios de informática, emparedado longe de toda iluminação natural. Especialmente quando isso acontece três ou quatro vezes por mês. Estou considerando a idéia de manter os dez sempre dentro da mochila. E meu DS.

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Dizem que o insertcredit é para pessoas que gostam de falar sobre videogame mais do que de jogar videogame. Eu gosto de falar sobre videogame (update: link arrumado). Só que agora preciso jogar Guilty Gear. E quero dizer agora. Acho que vou dormir no centro hoje. Boiko deslogando.