May 2006


Eu cheguei a uma conclusão impensável: videogames não substituem pessoas. Fica faltando, para citar o Mother 3, alguma coisa quente.

Pode não parecer muito para vocês não-jogadores, mas para mim é um fato extraordinário.

É engraçado que, justamente depois de concluir isto, o reddit me mostre um artigo sobre os benefícios de um Playstation em relação ao casamento, assunto que me tomou tantas divagações. Claro que o artigo é tongue-in-cheek, mas tenho que discordar do autor quando ele diz que “diversões como o PS2, o Xbox 360 e o Turbo Grafx 16 nunca foram substitutos adequados para relações humanas”. Eles foram, ah, e como foram. Tá, exceto o Xbox. O Xbox não conta. Mas eu aprendi rápido que meu Nintendinho, meu Mega Drive, meu Game Boy eram mais emocionalmente seguros do que a companhia da molecada.

Foi assim que cheguei ao índice Playstation. Para testar se você realmente aprecia a amizade de outra pessoa, preste atenção se, ao estar com ela, você não sente vontade é de estar a sós com seu Playstation. Se sim, é provável que essa amizade não seja mais do que uma obrigação social. E se todo mundo que você conhece é mais entendiante do que videogame, cara, saia do interior. Minha análise empírica sugere que uma parcela ampla da humanidade fica abaixo do nível de um jogo velho no índice Playstation, mas felizmente ainda existe muita gente interessante.