June 2006


Coisas sobre as quais quero falar mas estou com preguiça:

  • Minha game boy camera
  • Banda legal da vez: Onmyou-za
  • Kanji sonomama rakubiki jiten, dicionário de japonês para DS
  • Mother 3, o melhor RPG que joguei há muito tempo e melhor jogo de GBA (existencialismo + pós-modernismo + cultura pop americana + humor japonês + jazz = win)
  • Meu powerbook 3400c, como consegui instalar Debian nele e como não consegui NetBSD
  • Bambi, mangá tarantinesco e cor-de-rosa com muita violência e participação especial do urso dançante
  • Fushigi Dungeons, aka versões videogame de Nethack
  • O evento histórico do Piro do Megatokyo tomando coragem e falando uma verdade para uma menina (ver este quadrinho e o próximo)

E por aí vai… ah, a inércia. Acho que vou ler Sandman na gibiteca de novo.

Prós:

  • Rápido o bastante para atualizar o debian e baixar o kernel novo no meu powerbook velhão (peguei 60kB/s do us.debian.org).
  • Paisagem muito bonita ao pôr-do-sol.

Contras:

  • O guardinha não me deixou usar tomada, pude ficar só até acabar a bateria. Atualização: conversei com a administração, que foi meio cínica mas disse que é permito usar as tomadas (eles parecem acreditar que notebooks são aparelhos mágicos que não precisam de eletricidade). Use isso como argumento se um segurança quiser que você desligue. Há uma tomada na parede próxima à entrada da área de fumantes da cafeteria.
    • Leve dinheiro para comprar algo na cafeteria. Eles não aceitam nenhum tipo de cartão, e sendo um cliente pagante as pessoas serão mais simpáticas.

Das fontes de sempre: a Namco está pra lançar uma batelada de Tales Of, incluindo um Tales of The World novo, ports do Phantasia e do Destiny 2 para PSP, um novo título para PS2 e… um remake do Tales of Destiny original.

Eu preciso muito de um amigo com um PS2 agora. Você tem um PS2? Quer ser meu amigo?

Fotos no magicbox e na Famitsu.

Segundo lugar no concurso de contos do Departamento de Letras.

Yay. Trintão pra comprar quadrinhos.

Eu planejava o Nerds no Mato 2 para o feriado da semana passada, para subir o Olimpo próximo ao solstício de inverno. Infelizmente o tempo não colaborou muito (e todo mundo que convidei acabou não querendo ir). Não vou fazer muita coisa pra comemorar o solstício, só varar a noite no laboratório fazendo trabalhos atrasados.

É uma pena passar a noite mais longa do ano nessas cidades sem estrelas.

Como exemplificado no Postmodern Barney, a postura dupla da Warner sobre se o filme novo do Superman é gay ou não está causando mais danos do que benefícios à reputação do sr. Kent — e nos dois lados do muro, ainda por cima. O último post do Dorian relembra alguns quadrinhos antigos que valem a pena ser lidos: testemunhem a força da amizade entre o Homem de Aço e Jimmy Olsen (o “parceiro do Superman”, pra quem não conhecia, que aliás sabe se produzir muito bem [um, dois]. Morra de inveja, Batman.)

Acordo. Quero vestir uma roupa legal e escolho meu bonito casaco da Ravenclaw, de um azul forte e marcante.

Acordo de novo. Procuro meu casaco da Ravenclaw e descubro que não tenho um.

é um instrumento engraçado. Quando você quer tocar, não sai som algum. Pra dar certo você tem que deixar rolar.

E continuando a World Cup Special Edition do diário…

Eu não gosto de futebol. Acho um tédio. Mas também não odeio futebol. Faz tempo que larguei mão de ser aquele intelectual amargo que destila rancor por tudo o que não participa. Se as pessoas gostam, bom pra elas. Quanto a mim, pra ser franco, não tinha prestado muita atenção nessa história de copa. Até um dia em que estava lendo a Gazeta do Povo e vi uma matéria sobre o impacto que os jogos do Brasil vão causar na rotina. Comércio fechado. Escolas sem aula. Ônibus extras para trazer o povo para casa. Ponto facultativo em todo lugar. Enquanto lia, uma imagem se formou e grudou na minha cabeça: a XV vazia. O trânsito quase zero. As pessoas todas quietas, vidradas na tevê em casa ou no bar, e ninguém fora. Exceto eu, caminhando sem rumo, mãos no bolso.

É feriado. Feriado em Curitiba, o que significa Curitiba vazia. Em pleno meio de semana. Eu te adoro, copa. Excelente idéia, essa de parar de trabalhar para fins recreativos. Deveríamos fazer isso mais vezes. Feriado nas Olimpíadas, nos finais de novela, nos lançamentos de filmes, na E3.

Só preciso tomar o cuidado de estar em um lugar seguro antes do jogo acabar.

A copa vende tudo. A fim de atrair mais visitantes para o blog, estou inaugurando a edição especial da copa. Olhem com atenção no topo da barra lateral e vocês verão dois pixels novos, um verde e um amarelo. Pense neles como no casal de sementes de gergelim do Mother 2. Além disso, estou mencionando as palavras “Ronaldinho” e “Gaúcho” neste post, separadas apenas por uma conjunção e algumas aspas.

Agora a procura vai aumentar drasticamente e eu vou ficar rico usando AdSense sorriso maligno

Às vezes eu deito de costas à noite, vejo todas aquelas estrelas no céu, e penso sobre como elas são insignificantes.

Eu queria mais música em minha vida. Fazer música, quero dizer. Uma vez tentei aprender violão. Foi um exercício em frustração, como havia sido a flauta doce antes dele. Vendi o violão. A flautinha soprano Yamaha tenho até hoje. Tiro a primeira oitava decentemente, mas nunca tive paciência para aprender a segunda e muito menos alcançar a terceira. Tocar? Só aquela passagem batida do Ludwig que todo mundo toca.

(more…)

Papel. Ando ligado em papel, é. Eu precisava fazer um negócio com flex & bison mas os manuais estavam confusos, aí disse to hell with it, catei o livro do Dragão Vermelho e reli metade em dois dias. Depois li de uma sentada o info do flex no meu powerbook (que está abandonado e sem rede). O CD do Debian não tinha bison-doc, então não li o manual do bison. Logo depois decidi que o negócio em flex & bison não era tão urgente assim, larguei mão e voltei a ler o Elmasri & Navathe de banco de dados. Estou acompanhando mais ou menos bem, banco de dados. Se além disso eu fosse nas aulas seria perfeito. Fico pensando se perdi alguma prova.

Fora isso, estou lendo os costumeiros dois, três livros por semana e montes de quadrinhos. Por que será que é mais fácil encontrar quadrinhos bons do que livros bons? Passei o domingo sozinho no shopping com um livrinho do Marcos Bagno. Eu gosto de lingüistas. Eles são como cientistas, só que de Humanas. Quero ser lingüista quando crescer.

Li uns contos do Dostoyevsky também, mas não gostei. Terminei os Books of Magic da Gibiteca, estou fuçando o Sandman clássico agora. Também tou lendo uma antologia de diários poéticos japoneses e uma coleção de palestras do Lafcadio Hearn. E devo ter lido umas trinta vezes o mangá da Bambi, sobre o qual não sei nem o que comentar.

Então, esses dias eu consigo estudar por livros, mas não por computadores. É sentar num terminal web e só desgrudar depois de quatro horas jogando tempo fora. Às vezes acho que virou patológico, já. Vício mesmo, de tratar com remédio. Quando consigo trabalhar os projetos avançam pra lugar nenhum, arrumo coisas que ninguém vai notar, ando em atoleiros, tudo leva muito tempo. Odeio eles. Computadores, quero dizer. Distrações demais. Não vejo meus e-mails há uma semana. Queria fazer que nem aquele cara que largou a faculdade e foi ser pedreiro para trabalhar ao ar livre. Queria ter uma máquina de escrever. Queria usar óculos emo barato, chegar de gola alta naquele bar dos carinhas da FAP, pedir um saquê com morango, olhar para a garota de cabelos laranjas ao lado e dizer: “Bergman é a ruína da cultura européia”. Então eu olharia para o nada por um momento e sugaria a bebida bem devagar, como se fosse forte. Todo mundo acha que saquê é forte.

Ah, eu só me importo com as aparências. Evar.