July 2006


b: Rá, rá, se fudeu!
d: Como assim, vai ser pai? É sério? Ela tá grávida ?
b: Vão casar?
a: Morar junto. Vou arrumar emprego de verdade e tal.
c: Isso quer dizer que não vai mais ter Boiko pras outras pessoas?
a: Claro que não! Vocês me conhecem.
b: E como você fez uma besteira dessas?
a: Acontece.
c: Vocês podiam ter usado camisinha, sabe. É tipo assim um negócio de plástico…
a: Ela toma anticoncepcional, mas tava fazendo mal, aí ia trocar pra outro…
b: E claro que o Boiko não podia esperar, né? Tinha que ser na hora, né?
a: Rolou, ora bolas. Era uma noite agradável, eu estava de quimono…
d: De quimono?
a: É. Meu filho foi concebido de quimono.

Todo mundo fica calado e sério por um momento.

b: Nunca mais fico com ninguém de quimono.
c: Atrai neném.
a: Se fosse assim eu já tinha três…

Leoboiko 2.0 a caminho. Deadline (liveline?): Março de 2007. Imagem de bebê vestindo camiseta de RPG

Atualização: Alguém perguntou se o anúncio não ficou nerd demais. Eu acho que não, mas em todo caso, só pra deixar claro, eu vou ser pai.

Dormi com indigestão e tive um pesadelo. Eu cuidava da seção técnica de uma revista e era responsável por cobrir DS e Wii, mas meu chefe apareceu bravo e disse que era pra abandonar o Wii e passar a cobrir PSP no lugar. Aaaah!

Alguém colocou um vídeo com todos os Zetsumei Ougi de Samurai Spirits Zero Special (aka Samurai Shodown V Special) no YouTube. Alcançando um novo extremo em tédio, comentei os movimentos um por um.

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Neste mundo há duas coisas com que tenho certeza que posso contar: os prazeres da carne e os prazeres da literatura. Por sorte nasci de forma a apreciar ambos igualmente.

Sei Shōnagon (965-1010) foi uma das mais famosas autoras de diários poéticos do Japão antigo. O dela se chamava “Livro de Travesseiro” (Makura no Sōshi) e era espantosamente similar a um blog, contendo inclusive longas listas comentadas (”lista de coisas elegantes”; “lista de coisas que fazem o coração bater mais rápido”; “lista de coisas raras” etc.)

A maioria dos homens assume que nasceu para amar algumas mulheres mas não outras. Narihira não fazia tal distinção.

Ariwara no Narihira (825-880) é reconhecido como o principal autor do “Contos de Ise” (Ise Monogatari), a maior parte do qual consiste em poemas trocados entre amantes. Por educação cortês, os episódios do Ise são todos narrados na terceira pessoa e anonimamente. A citação acima é a única passagem em que o nome de Narihira aparece explicitamente.

Personagens de jogos de luta não são apenas arquétipos, eles são atitudes. Cada personagem representa uma estratégia diferente, uma abordagem diferente à mecânica do jogo. Em nenhum lugar isto é tão visível quanto em Guilty Gear, série famosa por sua jogabilidade variada. Os fãs de GG freqüentemente contam que, apesar de no começo serem atraídos pelo trabalho gráfico impressionante ou pelo rock’n'roll da trilha sonora, o que acaba prendendo-os de verdade é a individualidade dos estilos de luta. Bridget, por exemplo, não tem um dos ataques principais; o botão normalmente usado para “golpe forte” serve para controle remoto de seu yo-yo. A maior parte dos movimentos de Testament são para plantar armadilhas ou mudar status, e ele tem um medidor de armadilhas especial. Jogar com Eddie envolve controlar uma criatura independente; com Axl, uma arma de longo alcance . É claro que você tem que adptar sua estratégia para cada um desses personagens. Jogar com o Bridget significa ser hiperativo e imprevisível, pular por toda a tela, cutucar por todos os lados. A Baiken é toda sobre contra-ataques, até mesmo em conceito.

Anji Mito é sobre impor ordem.

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Sonhei que o João Henrique havia respondido minha mensagem no Orkut. Notificação onírica? De toda forma este foi o sonho premonitório mais inútil da história da humanidade. E pra piorar, ele nem tinha respondido nada. Nem minhas premonições mundanas funcionam.

Outono, evento de cerimônia do chá em Registro. Desempenho o u-no-hana satisfatoriamente. Numa brecha entre as tarefas, abro a porta corrediça de vidro e saio para respirar. As folhas estão verdes, as nuvens brancas, o sol brilha. Atsuko apóia-se em meu braço, feliz demais sem razão nenhuma. Eu digo: “Akibiyori… to“. “Un”, ela confirma.

Estou em meu elemento. Estou em casa.

Verão. Calor. Rua empoeirada. Suor. Do meu lado há uma barra de ferro ao sol. Eu a toco com a palma da mão direita. O metal está muito quente. Eu fico segurando.

Eu sou o intelectual poseur: estou de boina verde, casaco combinando, cabelos bem-cuidados, subindo as escadarias da Reitoria em direção à biblioteca.

Ela é a intelectual poseur: está de boina ocre, casaquinho combinando, maquiagem bem feita, sentada nas escadarias da Reitoria com um livro na mão.

Nos entreolhamos. Eu sorrio. Ela ri.

…que não vai chegar até eles, claro, mas em todo caso.

Estou gastando cerca de R$75 para importar cópias da Gamer’s Quarter. São setenta e cinco reais de uma tacada em revistas sobre videogame. Setenta e cinco reais que eu gastaria mensalmente com prazer. Setenta e cinco reais que poderiam ser seus, se vocês tivessem a decência de lançar uma revista que não fosse machista, preconceituosa, superficial, frívola, americanizada e completamente desprovida de conteúdo; se vocês lançassem uma revista que me desse textos inteligentes, não notícias que eu vi seis meses atrás (porque vocês ignoram os lançamentos japoneses) e versões pioradas do GameFAQs. Estou gastando uma grana para adqüirir versões impressas de uma revista que disponibiliza o conteúdo completo em PDF — é, estou passando tanta vontade assim.

P. S.: Ponguismo é a Verdade e a Vida.

Estou adorando Mahou Sensei Negima. Estou adorando o Goddamn Batman.

Certas pessoas precisam ser golpeadas várias vezes na cabeça com a palavra “pastiche”. Eu vejo de novo e de novo: alguém reclamando do Tarantino ou do Miller ou do Akamatsu porque não entendeu a piada. Gente, olha, vou contar o segredo: é exagerado assim de propósito. Quem ainda leva Sin City a sério precisa ver o texto do Miller para a Mulher-Hulk (um, dois).

Lately certain persons have been spreading rumors on the Web about what Brazil is really like. They claim that Brazil is misrepresented by stereotypical portrayals in movies and other mainstream media.

Don’t believe in such claims; they’re nothing more than political propaganda from arrogant pinko communist-intelligentsia members of the Brazilian Terrorist Party (PT). Brazil is described very acurately in popular American movies and shows such as The Simpsons.

In order to stop these rumours, I’ve collected in a single place some FACTS about Brazil:

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Estou jogando Guilty Gear Isuka quando ela aparece e põe uma ficha para jogar comigo. Ela escolhe a Yuri (desde quando tem Yuri no GG?). Eu, naturalmente, estou de Anji. Interessante que a imagem do Anji em meu inconsciente é forte o bastante para aparecer em sonhos.

— Eles ficam bem juntos, ela comenta sobre a dupla.
— É, formam o “time tōhenboku”.

Ela ri.

— Deixando a Baiken pra lá, será que rola algo entre eles?
— Anji e Yuri? Não sei, nunca ouvi nada…
— Bobinho.

Aí eu me toco que ela está flertando comigo usando o background de personagens de jogos de luta.

Acordo decepcionado. Por que isso só acontece em sonho?

Às vezes eu esqueço o que é que faz a vida valer a pena. Aí eu me lembro: sexo, videogame e rock’n'roll.