Stolen from them both.
August 2006
Mon 28 Aug 2006
Mon 28 Aug 2006
Dias antes do fim de semana… o filtro de spam estava há um mês pegando todos os comentários spams, por isso eu achei seguro ligar notificação de comentários novos por e-mail.
Flowchart do fim de semana: nenhum email - ninguém no IM - nenhuma resposta nos fórums - email novo! - mas era spam no blog. Repita por quarenta horas.
Só mesmo Puni Puni Poemi para entender minha dor. Cante, Kobayashi, cante.
Sun 27 Aug 2006
LaVey sobre Crowley:
Já é ruim o bastante ouvir sobre os “grandes ensinamentos” de Aleister Crowley — que hipocritamente se chamava pelo número demoníaco cristão mas negava qualquer conexão satânica e [… acusações esotéricas omitidas]. O estranho é quão raramente ouvem-se aplausos para a poesia de Crowley, que mereceria ser comparada às de James Thompson, Baudelaire, Clark Ashton Smith, Robert E. Howard. Se Crowley foi um “mago” foi a beleza criativa de sua arte que o tornou um, e não suas invocações chapadas à Choronzon, et al. Infelizmente, seus seguidores atuais estudam o que nele há de pior negligenciando o que há de melhor.
Bom ver alguém concordando com este humilde ateu.
Sat 26 Aug 2006
Comédia.
Personagens:
O Artista, um jovem de aparência mal cuidada vestindo uma blusa de lã preta gola alta, calça jeans velha e tênis all-star.
O Bobo, usando roupas espalhafatosas de bobo da corte, sapatos coloridos pontudos e chapéu com guizos.
Cena única: o Artista está pintando. Apesar de serem ainda as primeiras pinceladas sobre o rascunho, ele está visivelmente insatisfeito. O Bobo, sentado no chão, assiste TV. Entre os dois há uma lâmpada antiga pendurada, à moda de mesa de pôquer.
Artista: Num acesso súbito de raiva, rabisca a tinta de qualquer jeito sobre a tela, gritando angustiado. Não dá, não dá! Encolhe-se no chão com as mãos sobre a cabeça.
Bobo: Demonstra pouco interesse na cena até virar na direção do cavalete. Oh! Caminha até ele, tira um monóculo do bolso e começa a examinar o quadro. Excelente! Magnífico!
Artista: Ainda no chão Como?
Bobo: A fúria, a selvageria!… Um verdadeiro tratado sobre o insano instinto de sobrevivência humano! Uma obra-prima!
Artista: Não, não é! É puro lixo!
Bobo: Dir-se-ia que o artista tentou destruir a própria obra num espasmo de fúria!
Artista: Mas foi exatamente o que fiz!
Bobo: Oh!… Um trabalho espontâneo! Pintura marginal! Verdadeiramente Arte da mais profunda!
Artista: Pois olha aqui o que faço com sua Arte! Levanta-se, joga a tela ao chão e pisa várias vezes em cima.
Bobo: Oh!
Artista sorri, triunfante.
Bobo: Maravilhoso! Maravilhoso! Essas pegadas sem controle, como fosse caótico estouro de uma manada de antílopes assustados! Bravo! Incrível!
Artista: Ensandecido Ah, é? Ah, é? E que tal isso? Rasga a tela ao meio.
Bobo: Ajusta o monóculo Sim, sim, o artista aborda aqui a destruição, a separação, a alienação interna causada pelo abismo entre homem e animal! Magnífico! Tamanha riqueza de significados em trabalho tão singelo! Nada menos do que genial! Estou lhe dizendo, o senhor é um gênio!
Enquanto o Bobo fala, o Artista sobe na TV e enforca-se com o cabo da lâmpada. Terminado seu monólogo, o Bobo percebe surpreso o suicídio.
Bobo: Oh! Ajusta mais uma vez o monóculo Estupendo! Fenomenal! O último trabalho de um homem que deu a vida pela Arte! Observe a maneira poética com que a lâmpada ilumina seu corpo retorcido e morto! Visceral! Primitivo! Oh, o statement metafórico de se destruir na luz! Preciso ligar para meu agente.
Gesticula como se estivesse falando em um celular. Baixam as cortinas.
Thu 24 Aug 2006
Atenção jogadores em Curitiba
Posted by leoboiko under Não organizado , Cultura Pop Japonesa , Jogos eletrônicos1 Comment
Recebi hoje meus três exemplares impressos da Gamer’s Quarter, que junto com a Escapist Magazine é uma das poucas revistas de videogame que valem a pena. No site da Quarter tem os PDFs com conteúdo completo, mas como é muito texto fica mais confortável ler em árvores mortas. Quem quiser algum exemplar emprestado é só pedir.
Atualização: há algum tempo escrevi um review das três edições. Ele está disponível em inglês aqui, qualquer dia traduzo para o blog.
Fri 18 Aug 2006
Escapismo
Posted by leoboiko under Pessoal , Chorinhos , Diário , Cultura Pop Japonesa , Jogos eletrônicos[15] Comments
Ontem aconteceu algo pra me derrubar. Não estou a fim de falar em público; envolve rejeição. Coisa pequena, mas sou sensível às coisas pequenas. Fui cumprimentar um amigo superficial e do nada ele estava distante, me cortando.
Já passei por isso e sei o que significa: ele descobriu algo sobre mim e não gostou. Talvez tenha achado alguma coisa na net, ou ouvido um boato, ou simplesmente caiu uma ficha retardatária. De qualquer forma, ele descobriu que o Boiko não era a pessoa que imaginava e agora vai se afastar rapidamente.
Amigos superficiais são perigosos para nós, gente diferente. Eles nos vêem como reflexos de si mesmos e nos tratam bem, deixando-nos mal-acostumados. Aí do nada descobrem algo e dão as costas. É muito pior do que preconceito aberto, porque você se sente traído. Deve ser por isso que tantos de meus amigos diferentes desenvolvem uma postura agressiva, misantrópica: é uma forma de filtrar fora os amigos superficiais . Nós temos que evitar os pontos intermediários da escala do orkut, devemos ter ou conhecidos ou bons amigos.
Fodam-se os amigos superficiais.
Fri 18 Aug 2006
Se eu receber um e-mail contendo links para um arquivo .exe ou .scr, ele é um spam. Nenhum amigo meu me manda cartões em .scr, ainda mais porque eu uso Linux.
Atenciosamente, seu usuário que gostaria de poder configurá-lo.
Thu 17 Aug 2006
— Mas, Boiko, não é contraditório você dizer o tempo todo que odeia carros por causa do barulho e ao mesmo tempo ser fã de heavy metal? Ouvi dizer que metal prejudica a audição também…
— Contradição nenhuma. Eu quero poder escolher no que gasto meus ouvidos. Não quero que eles sejam destruídos contra a minha vontade pelo barulho irritante dos motores. Eu quero é DESTRUIR MEUS OUVIDOS COM HEAVY METAL!!!1!!1!!UM!UM!UM! *headbang* *headbang*
Vejo vocês no show do Sepultura amanhã.
Thu 17 Aug 2006
Me ocorreu que não falei no blog sobre rant tão cuidadosamente escrito sobre por que estou insatisfeito com quase tudo disponível para escrever na web. Para benefício dos leitores do nerds.valeta.org, aqui vai um link para meu texto sobre negociação de conteúdo em HTTP (no qual aliás fiz algumas atualizações). Comentários bem-vindos. Você acha que aquele framework na sua linguagem favorita é a melhor coisa inventada desde o pão fatiado? Que tal me contar se ele faz o que eu procuro?
Thu 17 Aug 2006
Saiu o Momonga Linux 3! O quê, você não conhece o Momonga Linux? Mas ele quer ser “More better than Fedora Core”! (E quem não é?)
Tue 15 Aug 2006
Quando dona Hara ligou para me avisar em cima da hora que teríamos visitantes de Himeji (cidade-irmã de Curitiba no Japão) e que eu iria preparar o chá para eles, eu estava esperando o prefeito e comitiva como da outra vez.
Não estudantes colegiais fofinhas.
Fri 11 Aug 2006
Preguiça, preguiça braba. Mas ninguém vai me culpar, que nessa quinta-e-sexta todo mundo tá preguiçoso, num mormaço… Aula pela metade, advogado não trabalha, a seca deixando a gente assim meio lesado… Monitoria? E que tipo de estudante vai querer vir estudar Teoria dos Grafos assim, longe das provas, sexta à noite e com uma baita festa com rock ao vivo aqui no gramado do Politécnico?
Eu já tenho matéria pra recuperar, mas gastei o dia no Sagarana. (more…)
Fri 11 Aug 2006
Sobre aquele parasita dos gatos que as mulheres grávidas devem evitar
Posted by leoboiko under Pessoal , DiárioNo Comments
Ou: nós, toxoplasmados.
Fatos divertidos: * O parasita afeta o cérebro: ele deixa ratos mais audaciosos, de forma que eles não fogem dos gatos e são comidos, perpetuando o ciclo de vida. Especula-se que efeitos sutis mas similares aconteçam com seres humanos infectados. * Mais de um terço humanidade apresenta anticorpos ao toxoplasma, o que significa que já foram infectados alguma vez e que talvez tenham parasitas dormentes. No Brasil esse número sobe para 70%. * Segundo pelo menos um estudo, aqueles com toxoplasminhas latentes têm chance maior de sofrer acidentes de trânsito.
Dado que eu passei a vida toda dormindo com gatos, comendo com gatos, brincando com gatos etc., acho bem provável que eu tenha o tal parasita. Viram só? Mais uma razão para odiar carros.
Thu 10 Aug 2006
Saiu meu último contrato de bolsa de estudos, atrasado e com um erro interessante. Alguém não entendeu minha letra e colocou “programação em L”, ao invés de “programação em C”.
Isso é que é tecnologia de ponta! A linguagem C derivou seu nome de uma linguagem mais antiga, a BCPL ou Basic Computer Programming Language. O Thompson e o Ritchie, baseados na BCPL, criaram a linguagem B; depois o Ritchie, baseado na B, criou a C. Diz-se que se um dia surgisse uma sucessora do C, ela seria chamada P. E eu já cheguei no L!
(A propósito, os caras que criaram a D deixaram essa passar).
Por coincidência descobri que existe agora uma linguagem L#. Apesar de eu ser fã de Lisp parece que ela 1) não é CL nem Scheme e 2) é coisa de .Net, então não estou interessado. (Se alguém estiver curioso, minha linguagem do momento é gauche: um Scheme R5RS feito para ser prático, e o que é melhor, com multilingualização feita Do Jeito Certo desde o núcleo).
Wed 9 Aug 2006
Quando eu fui um artista requisitado
Posted by leoboiko under Computadores , Pessoal , Diário[5] Comments
Sabe, eu não entrei no curso de ciência da computação porque gostava de computar. Eu entrei porque queria fazer videogames. E videogames, os videogames que eu jogo, são basicamente histórias. É por isso que eu digo que entrei no curso errado: porque esperava narrativas, e por legal que seja matemática, narrativa não há.
Tue 8 Aug 2006
Prolog é uma linguagem muito mais útil do que a legião de programadores Java pensa. O problema com Prolog é que, por ser popular na academia, as pessoas se aproximam da linguagem do jeito errado.
Os lispeiros têm um ditado interessante. Diz-se que os schemers acreditam que o Buda é pequeno, limpo e sério, enquanto os fãs de Common Lisp acreditam que o Buda é gordão, tem suvaco peludo e dá risada. As pessoas chegam em Prolog querendo fazer programas tipo Buda pequeno, limpo e sério. Eu acho errado. Prolog é muito útil quando gordo, peludo e sarrista, como bash, como Perl, como Ruby. Prolog é prático para resolver problemas do dia-a-dia em hora e meia; pra fazer soluções sujas, feias, não-genéricas, não-escaláveis, de usar uma vez e jogar fora.
Tue 8 Aug 2006
Sete masmorras para salvar a princesa e o mundo. Sete Bowsers falsos até o verdadeiro. Sete estrelas para coletar, sete pedaços do cristal para reunir, sete guerreiros do amanhã. Sete World Warriors no torneio, sete continentes para sete filhos, e tem também o sétimo filho do sétimo filho. A sétima irmã de seis irmãos nasce bruxa, o sétimo irmão de seis irmãs lobisomem; uma crença nordestina tem que para virar humano o lobisomem precisa fazer sete vezes sete tarefas relacionadas à sete, inclusive sete dias em jejum, sete uivos ao luar e sete idas ao mundo.
Tenho sete matérias simultâneas para terminar o curso em um semestre e estar formado quando meu filho nascer.
Fri 4 Aug 2006
Piririm piririm piririm, alguém ligou pra mim!
Piririm piririm piririm, alguém ligou pra mim!
— Quem é?
— Alô, seu Bicho-Cabaça? Viu uma velhinha passar por aí?
— Não vi velha nem velhinha, não vi velha nem velhinha, não vi velha nem velhinha:
Corre! corre! cabacinha…
— Não vi velha nem velhinha, não vi velha nem velhinha, não vi velha nem velhinha:
Corre! corre! cabacinha…
(Texto de: Traços Biográficos de Lalino Salãthiel, Guimarães Rosa)
Fri 4 Aug 2006
Cuidado com o que você escreve na net. Você nunca sabe quando um chefe em potencial vai ler… bem, não:
Thu 3 Aug 2006
Comercial massa do novo Makaimura
Posted by leoboiko under Cultura Pop Japonesa , Jogos eletrônicosNo Comments
O vídeo do novo Makaimura está muito, muito, muito bom. Se você faz alguma idéia, por vaga que seja, do que é Makaimura (aka Ghouls & Ghosts), vá vê-lo agora.
