Fri 8 Dec 2006
Cara, se você for aceito no Google e recusar, eu te mato.
— Vários colegas bolsistasAgora é hora de parar de sonhar.
— Minha mãe, quando soube que eu ia ser paiLéo, você tem que fazer o que te deixa feliz.
Mas não largue computação, não.
— Minha tiaM. A. é um expert em redes neurais. Sua especialidade na graduação foi inteligência artificial, seu mestrado foi em algoritmos genéticos e sua tese de doutorado foi sobre programação evolutiva. Uma educação tão completa em ciência da computação abriu para ele um amplo leque de opções de carreira, indo de professor em uma universidade a… professor em outra universidade.
— DailyWTF, 2006-12-01Na vida tudo é jogo de cintura, quem nada contra a maré o tempo todo ou é burro ou louco […] Eu estudo numa faculdade pública e posso confirmar que 99% dos professores que eu tive se concetram[sic] em dois grupos: loucos ou imbecis.
— Anonymous Coward, no meu blogquando eu larguei a Grande Carreira Computacional pra fazer letras, meio mundo deu chilique, mas tá, e daí? eu acho que ia me foder em qualquer coisa que fizer mesmo, então que seja numa coisa em que a fodida é criativa e me agrada por dentro.
— Kelly LimaO que diz a tua consciência? — “Torna-te aquilo que és.”
— Friederich Nietzsche, A Gaia CiênciaSe é assim, pode parecer que a ciência é nossa única salvação da irrealidade. Isso é verdade até certo ponto. Ela de fato pode nos salvar do irreal, mas em troca da fantasia não nos dá mais do que um universo mecanicamente correto. A ciência não pode nos dizer o que é a vida, nem pode torná-la mais abundante. Esta é a função da poesia, mas assim como na passagem do Inferno citada acima, temos que procurar por poesia, ou seja, por realidade, também nos locais mais improváveis: na mera sonoridade dos versos, na negação maliciosa da verdade, nos desejos impossíveis dos seres humanos, nos tremendos castelos de ar intelectual que eles erigiram, em todas essas mentiras e sofismos que são apenas verdades invertidas.
— R. H. BlythÉ que eu sou muito poeta.
— Meu avô, explicando por que deixou sua esposa atual para sair pelo mundo.I ain’t jokin’ woman, I got to ramble.
I can hear it callin’ me the way it used to do
I can hear it callin’ me back home!
–Led Zeppelin, Babe, I’m Gonna Leave YouPelos resultados de sua última entrevista, o time acha que você se encaixa bem na posição de Administrador de Sistemas Linux/Unix, sede européia.
— Google, para mim
December 8th, 2006 at 17:42:54
se você já não tivesse colocado a citação ali, eu ia repetir aqui que você é ‘muito poeta’ etc.
December 8th, 2006 at 18:54:45
Agora tu tá na Google?!
Carai, que arrombadin, e vc, nem pra dizer não!?
Droga…
Aliás, sobre um dos tópicos anteriores: Passar na Fuvest é dificil…
December 9th, 2006 at 06:26:23
Google? Europa? Nem pense duas vezes! Parabéns!!
December 9th, 2006 at 08:44:35
tocando Victory Fanfarre de Final Fantasy VII
“Cara, se você for aceito no Google e recusar, eu te mato.”
Claro que eu não diria isso pra você… (onde que eu guardei aquele frasco de Polônio-210 mesmo ?)
December 9th, 2006 at 09:41:46
wendel: vai preparando o polônio, que você vai poder aplicar pessoalmente em são paulo…
December 9th, 2006 at 14:16:10
Daê! parabéns! Agora só falta o post com o convite pra festa de formatura :P
Seja qual for a decisão que você tomar, te desejo muito sucesso. Mas assim, acho que o sucesso seria maior no google, Letras você estuda nas horas vagas, como hobby :P
/me runs.
December 9th, 2006 at 16:35:44
O Japão não é meu hobby. O Japão é minha vida. Computação é, ou deveria ser, meu hobby.
Sucesso é uma coisa que eu dispenso, obrigado.
December 10th, 2006 at 06:59:53
Pelo menos na Europa você vai estar mais perto do Japão :-)
December 10th, 2006 at 08:43:48
Nem… pelo contrário, eu iria me afastar do Japão para sempre. Aceitar a proposta do Google significaria trabalhar com computação pelo resto da vida. Ir para a Irlanda significaria abrir mão da bolsa de letras em japonês do monbukagakushō (a idade limite não bateria mais).
Estou de saco cheio de computadores me tirarem o tempo que eu deveria estar usando para estudar kanji ou cerimônia do chá. Eu paro de trabalhar com eles agora, ou nunca mais.
December 10th, 2006 at 10:13:59
ahahahhaha
Então você fez tudo isto só pra mostrar que pode? Não sei se eu te admiro ou te odeio mais.
Mas entendo esta sensação. Eu tinha um sonho de adolescente de trabalhar numa empresa, e quando finalmente eles me quiseram, eu não quis mais porque aquele sonho tinha ficado pequeno pra minha realidade.
Parabens por ter passado, e parabéns por saber o que quer.
December 10th, 2006 at 11:30:40
Sulamita: num post anterior ele diz que haviam várias opções de futuro pra ele… Acho que o google seria a opção escolhida caso ele fosse reprovado no vestibular. Como ele passou, a aprovação no Google se tornou irrelevante ao que parece.
Leoboiko: creio que sucesso seja algo que ninguém possa dispensar. Afinal, o que você procura nesse momento é exatamente o sucesso na realização do seu sonho, objetivo de vida, whatever. Mas sim, o meu comentário foi provocativo, daí o “/me runs”. Eu realmente não te imagino trabalhando (feliz) como administrador de sistemas por muito tempo.
December 10th, 2006 at 14:48:19
Sulamita: confesso que, quando o Capitulino me convidou pra entrar pro Google pela primeira vez, eu tinha pensado que, se passasse, ia pra lá. É um emprego de sonho! Não acho que exista algo mais legal pra fazer no campo de computação. Mas vi que tinha algo errado quando reparei que estava mais entusiasmado sobre morar na Irlanda do que propriamente trabalhar no Google — assim como, quando fui trabalhar pra Conectiva em Manaus, foi mais pra morar em Manaus que pra trabalhar na Conectiva.
Daí, quando fui pra São Paulo fazer vestibular e vi a Liberdade, que é como a Ásia, e o quarto da Kelly, que é como seria o meu, e os caras todos de Humanas no MASP e os intelectualóides nos shoppings e etc., tive certeza de pra onde queria ir.
Mesmo assim eu não quis sair de computação por baixo, tipo “não, isso é muito difícil para mim, vou sair porque não consigo emprego legal”. Eu queria escolher não ser computeiro, então primeiro precisava merecer o direito de escolha.
December 10th, 2006 at 18:31:29
Está em São Paulo? Não sei o quanto você é ou não anti social, mas o dia que quiser sair para tomar um saquê ou um sushi, se estiver ou quando vier, mande um pingback :)
December 10th, 2006 at 18:33:06
é claro que quanto mais opções, mais difícil escolher (e se possível, eu nunca escolho, só ordeno o que fazer primeiro e o que fica pra mais tarde), mas caso o google não te quisesse e você acabasse na USP, ia ficar pra sempre aquela dúvida de o que você teria dito & feito caso ele te chamasse.
e agora que já disse & fez, bem, você já sabe o que eu acho de largar mão da segurança pra ir atrás do desejo. não é que todo mundo que acha que você deveria aceitar o caminho do Sucesso esteja errado, é só que as prioridades deles são diferentes das suas.
o negócio é acenar um whatever e fazer as malas.
ps. meu quarto transforma mentes! zo/