Cultura Pop Japonesa


OMG um bolo de casamento do Mario! 5-ups e um par de Botas Kuribo para os noivos!

famison!

  • A cantora superflat ultra-j-pop mega-falsette Halko Momoi
  • cantando músicas de animes velhos dos anos 80
  • com instrumental em chiptunes de nintendinho!

Isso
é
muito
BOM
*morre*

Instruções de uso para quem não fala japonês: Clique na aba amarela “Listen!!”. Vai abrir um jogo 8-bit. Aperte start (ou seja, clique no Flash). Escolha uma das músicas. A maioria é pouco conhecida no Brasil, mas você talvez reconheça os ícones de Sailor Moon, Dragon Ball ou Urusei Yatsura. Relaxe e babe na interface maravilhosa enquanto o sample toca. Comece a guardar dinheiro para o CD.

Pra variar, esta notícia é copiada do insertcredit.

Recebo spams em japonês com certa freqüência. Por isso, tenho medo que o filtro ache que qualquer email japonês seja spam e um dia eu perca alguma mensagem legítima. Assim, peguei o hábito de ler meus spams japoneses. Às vezes você até aprende alguma coisa. Este spam de site de relacionamento, por exemplo, argumenta que é bacana não pagar para usar um serviço, mas

無料サイトは男性の比率が多く、サクラも多い。
Em sites grátis a proporção de homens é muito alta, e além disso existem muitos sakuras.

Sakura, normalmente, quer dizer “flor de cerejeira”, mas nesta frase claramente é uma gíria. Qual seria o sentido? Procurei em todo lugar sem sucesso, e acabei tendo que perguntar para um amigo do Japão. Aparentemente sakura quer dizer “publicitários pagos para se passar por usuários comuns e falar bem de um serviço” (o que os americanos chamam de astroturfing).

Mas estou divergindo. O spam prossegue divulgando a página para certos tipos de pessoas: homens solitários, gente procurando seu par ideal etc. Um item me chamou a atenção:

◆ ドラマのような恋がしたい。
* [Para pessoas que] querem viver uma paixão como as de dorama.

Oooquei, onde eu assino?

Ora, vejam, texto novo do Brendam:

“There are these — you know, these new games, but they don’t quite have that red-hot old-school feel. It’s gone. Nothing feels crispy/clicky enough; the fully-orchestrated soundtracks have a hollowness that dedicated Super Famicom sound chips never did. The more polygons they added, the less substance there is. Something’s somehow . . . missing.

“But what?

“With a $200 video camera, I can shoot a documentary, or a porno, or a biopic, or a human drama. I can get studio funding for a small-budget indie release, or press for a full-budget prestige film. None of these avenues are open to me in gaming. Ideas that would be easy to pitch in any other medium seem ridiculous when mentioned in a gaming context.

“Is there a solution—something that can save the most promising medium in history? Something that can wrest it out of control of the least common denominator, make things evolve?”

Gaming’s Missing Kane

Saiu o Insertcredit Fukubukuro 2006, e no meio dele, finalmente, o review do Tim Rogers sobre Mother 3.

Atenção, audiência não-falante de japonês que não jogou o jogo ainda: leia isso para entender porque Mother 3 foi o Jogo do Ano de 2006, constituindo, assim como o fantástico Mother 2 (aka Earthbound, SNES), um passo importante no progresso dos videogames como forma de narrativa; e como nossa mídia de jogos está toda errada, deixando passar batido porque não é um GTA jogo americano.

E o nome do cara era Kazuma Kiryuu?

Semelhanças entre eu e L, de Death Note

  • Cabelo desgrenhado.
  • Jeitão desengonçado, anguloso.
  • Dedicação obsessiva ao resolver problemas de raciocínio lógico, a ponto de parar de dormir e de viver enquanto não chegar a uma solução.
  • Consumo exagerado de doces durante esses períodos, a fim de repor as calorias gastas pelo cérebro.
  • Magreza, apesar da gula descontrolada.
  • Olheiras.
  • Roupas confortáveis, estilo pijamão.
  • Vício em café e chá.
  • Nome começando com L =)

Diferenças entre eu e o L, de Death Note

  • O L tem cabelos pretos.
  • Gosto de meus doces amargos; o L gosta deles muito, muito doces.
  • Durante os períodos de dedicação intensa, eu fico barbudo.
  • O L só se sente confortável quando sentado abraçando as duas pernas; eu, uma perna só (minha postura natural é a mesma do Near).
  • O L não tem raiva da Misa.

Manias do L que eu não tinha mas acabei pegando depois de ler Death Note

  • Deixar o dedão ou caneta sobre o lábio inferior ao pensar.

Esta é a parte que não fala de Naruto.

Estou ficando velho e descobrindo que gosto menos e menos de anime, em comparação com mangá. Certos mangás são completamente descaracterizados na versão anime (como Shaman King), outros simplesmente ficam melhor impressos ou em live action (Death Note).

Mas às vezes me dá vontade de ver um anime Shonen Jump. Um anime Jump tem muito movimento, músicas agitadas e uma cor de cabelo para cada personagem principal. O protagonista tem um dom, poder secreto, gene demoníaco, alta contagem de midi-chlorians etc. que faz com que ele evolua muito rápido. Ele é meio bobo, mas extremamente dedicado. Com a ajuda dos amigos, o protagonista vence vilões poderosos e alcança seu sonho de ser o campeão/rei/líder/número 1. E tem torneios. Sempre tem torneios.

O lema da Jump é: “perseverança, amizade, vitória”. Por impossível que pareça o sonho do protagonista, ele vai alcançá-lo se perseverar estoicamente e confiar nos amigos. Esta é a moral de todas as histórias da Jump, ao invés da caridade altruísta que associamos às histórias infantis no Ocidente.

Volta e meia eu enjôo de assistir o mesmo roteiro de novo e de novo, e decido não ver mais animes Jump. Nunca dura muito. Acho que está na hora de admitir que eu gosto da coisa.

* * *

Esta é a parte que fala de Naruto.

Assisti uns cem episódios de Naruto, um atrás do outro. Não é ruim. É bastante bom, na verdade. O único problema é que está cheio de lixo. Desde Dragon Ball Z não vejo um anime com tanto filler irritante. Mas existe uma solução: YouTube.

Assita Naruto no YouTube, com a lista de arcos e a lista de episódios à mão. Pule todos os flashbacks (por vezes isso significa pular episódios inteiros *cof*Sasuke*cof*). Pule todos os episódios de filler. Pule todos os arcos de filler. Pare de assitir no episódio 135, quando o anime alcança o mangá, e fuja dos episódios seguintes. Espere pela continuação da história em 2007. O que sobra é um anime rápido com ação viciante e muitos, muitos ninjas. É ninja pra todo lado. Ninjas amarelos, pretos, verdes, azuis. Ninjas que parecem ocidentais, ninjas que parecem lendas folclóricas, ninjas que parecem cavaleiros do zodíaco, um ninja que parece uma versão fofinha do Bruce Lee e até mesmo (raramente) ninjas que parecem ninjas. O que mais posso pedir?

Achei especialmente divertido ler os comentários do povo a cada episódio. Anime fica muito melhor quando você compartilha audiência com gente que se emociona com os personagens. Ler os comentários foi quase como participar de um encontro de anime.

Okay, é isso. Eu preciso de um PS2.

(Mais detalhes no insertcredit: 1,2).

Vejam só o que este coreano fez com uma de minhas músicas favoritas do Guilty Gear.

Ele fez uma coisa… uma coisa… MARAVILHOSA! É tão bom ver que ainda existem guitar heroes no mundo. O rock tá morto, mas vive.

Esta propaganda do Wii que o pessoal do ukresistance encontrou em uma revista feminina é o resumo mais perfeito que eu vi da direção que a Nintendo está tomando. Especialmente recomendada para o povo “OMG o nome sucks! Deveria se chamar X-Revolution 720e!”

A Sony fechou o Lik-Sang.

Esta notícia é uma boa demonstração dos problemas com o livre mercado: as corporações defendem o liberalismo para os outros, mas no quintal de casa são todas protecionistas e monopolistas. Quando a mão do mercado beneficiaria o consumidor elas vão lá e fecham.

O Lik-sang exportava jogos em um sistema de distribuição mais eficiente do que os canais “oficiais” artificialmente caros da Sony, e permitia a você conseguir jogos de fora da sua “região”. Foram destruídos. Espero que meu play-asia não seja o próximo, senão vou comprar jogos onde? Não há distribuição “oficial” de jogos japoneses no Brasil…

A edição atual da The Escapist tem um ensaio curto sobre acessibilidade em jogos de GBA. A pressão para ser jogável em metrôs lotados no Japão é o que gerou maravilhas como Made in Wario (aka WarioWare) e Rhythm Tengoku, mas é um fator cultural mais importante do que pode parecer; pesa no próprio formato mangá, e até o Nobel de literatura Kawabata já afirmou que seus romances são feitos para se ler pedaço por pedaço no metrô.

Mas não é por isso que estou comentado o assunto. É que o texto de Pat Miller usa Mother 3 como exemplo de acessibilidade no GBA :) Pontos de bônus também por mencionar Bit Generations e Advance Wars.

A propósito, quem se interessa por esse assunto precisa ler a entrevista que o Insert Credit fez sobre a versão GBA do Hitofude (aka Polarium).

Dez jogos mais vendidos no Japão na última semana de agosto, de acordo com o bom e velho the-magicbox:

  1. Final Fantasy III (NDS, Square Enix)
  2. New Super Mario Bros. (NDS, Nintendo)
  3. Rune Factory: Shin Bokujou Monogatari (NDS, Marvelous)
  4. Kahashima Ryuuta Kyouju Kanshuu: Motto Nouo Kitaeru Otona DS Training (NDS, Nintendo)
  5. Shaberu! DS Oryouri Navi (NDS, Nintendo)
  6. Tamagotchi no Puchi Puchi Omisecchi Gohi-Kini (NDS, Namco Bandai)
  7. Mario Basket 3-on-3 (NDS, Nintendo)
  8. Oide yo Doubutsu no Mori [Animal Crossing: Wild World] (NDS, Nintendo)
  9. Kawashima Ryuuta Kyouju Kanshuu: Nouwo Kitaeru Otona no DS Training (NDS, Nintendo)
  10. Eigo ga Nigatena Otona no DS Training: Eigo Duke (NDS, Nintendo)

Sim, esses são os dez jogos mais vendidos de todos os consoles, portáteis ou não. Sim, todos os dez são de DS.

Ó moribundo PSP, morra a morte merecida de todos aqueles que se opõe aos portáteis da Nintendo com hardware mais-do-mesmo e jogos chatos.

Recebi hoje meus três exemplares impressos da Gamer’s Quarter, que junto com a Escapist Magazine é uma das poucas revistas de videogame que valem a pena. No site da Quarter tem os PDFs com conteúdo completo, mas como é muito texto fica mais confortável ler em árvores mortas. Quem quiser algum exemplar emprestado é só pedir.

Atualização: há algum tempo escrevi um review das três edições. Ele está disponível em inglês aqui, qualquer dia traduzo para o blog.

Ontem aconteceu algo pra me derrubar. Não estou a fim de falar em público; envolve rejeição. Coisa pequena, mas sou sensível às coisas pequenas. Fui cumprimentar um amigo superficial e do nada ele estava distante, me cortando.

Já passei por isso e sei o que significa: ele descobriu algo sobre mim e não gostou. Talvez tenha achado alguma coisa na net, ou ouvido um boato, ou simplesmente caiu uma ficha retardatária. De qualquer forma, ele descobriu que o Boiko não era a pessoa que imaginava e agora vai se afastar rapidamente.

Amigos superficiais são perigosos para nós, gente diferente. Eles nos vêem como reflexos de si mesmos e nos tratam bem, deixando-nos mal-acostumados. Aí do nada descobrem algo e dão as costas. É muito pior do que preconceito aberto, porque você se sente traído. Deve ser por isso que tantos de meus amigos diferentes desenvolvem uma postura agressiva, misantrópica: é uma forma de filtrar fora os amigos superficiais . Nós temos que evitar os pontos intermediários da escala do orkut, devemos ter ou conhecidos ou bons amigos.

Fodam-se os amigos superficiais.

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O vídeo do novo Makaimura está muito, muito, muito bom. Se você faz alguma idéia, por vaga que seja, do que é Makaimura (aka Ghouls & Ghosts), vá vê-lo agora.

Alguém colocou um vídeo com todos os Zetsumei Ougi de Samurai Spirits Zero Special (aka Samurai Shodown V Special) no YouTube. Alcançando um novo extremo em tédio, comentei os movimentos um por um.

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Personagens de jogos de luta não são apenas arquétipos, eles são atitudes. Cada personagem representa uma estratégia diferente, uma abordagem diferente à mecânica do jogo. Em nenhum lugar isto é tão visível quanto em Guilty Gear, série famosa por sua jogabilidade variada. Os fãs de GG freqüentemente contam que, apesar de no começo serem atraídos pelo trabalho gráfico impressionante ou pelo rock’n'roll da trilha sonora, o que acaba prendendo-os de verdade é a individualidade dos estilos de luta. Bridget, por exemplo, não tem um dos ataques principais; o botão normalmente usado para “golpe forte” serve para controle remoto de seu yo-yo. A maior parte dos movimentos de Testament são para plantar armadilhas ou mudar status, e ele tem um medidor de armadilhas especial. Jogar com Eddie envolve controlar uma criatura independente; com Axl, uma arma de longo alcance . É claro que você tem que adptar sua estratégia para cada um desses personagens. Jogar com o Bridget significa ser hiperativo e imprevisível, pular por toda a tela, cutucar por todos os lados. A Baiken é toda sobre contra-ataques, até mesmo em conceito.

Anji Mito é sobre impor ordem.

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…que não vai chegar até eles, claro, mas em todo caso.

Estou gastando cerca de R$75 para importar cópias da Gamer’s Quarter. São setenta e cinco reais de uma tacada em revistas sobre videogame. Setenta e cinco reais que eu gastaria mensalmente com prazer. Setenta e cinco reais que poderiam ser seus, se vocês tivessem a decência de lançar uma revista que não fosse machista, preconceituosa, superficial, frívola, americanizada e completamente desprovida de conteúdo; se vocês lançassem uma revista que me desse textos inteligentes, não notícias que eu vi seis meses atrás (porque vocês ignoram os lançamentos japoneses) e versões pioradas do GameFAQs. Estou gastando uma grana para adqüirir versões impressas de uma revista que disponibiliza o conteúdo completo em PDF — é, estou passando tanta vontade assim.

P. S.: Ponguismo é a Verdade e a Vida.

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