Jogos eletrônicos


OMG um bolo de casamento do Mario! 5-ups e um par de Botas Kuribo para os noivos!

famison!

  • A cantora superflat ultra-j-pop mega-falsette Halko Momoi
  • cantando músicas de animes velhos dos anos 80
  • com instrumental em chiptunes de nintendinho!

Isso
é
muito
BOM
*morre*

Instruções de uso para quem não fala japonês: Clique na aba amarela “Listen!!”. Vai abrir um jogo 8-bit. Aperte start (ou seja, clique no Flash). Escolha uma das músicas. A maioria é pouco conhecida no Brasil, mas você talvez reconheça os ícones de Sailor Moon, Dragon Ball ou Urusei Yatsura. Relaxe e babe na interface maravilhosa enquanto o sample toca. Comece a guardar dinheiro para o CD.

Pra variar, esta notícia é copiada do insertcredit.

Ora, vejam, texto novo do Brendam:

“There are these — you know, these new games, but they don’t quite have that red-hot old-school feel. It’s gone. Nothing feels crispy/clicky enough; the fully-orchestrated soundtracks have a hollowness that dedicated Super Famicom sound chips never did. The more polygons they added, the less substance there is. Something’s somehow . . . missing.

“But what?

“With a $200 video camera, I can shoot a documentary, or a porno, or a biopic, or a human drama. I can get studio funding for a small-budget indie release, or press for a full-budget prestige film. None of these avenues are open to me in gaming. Ideas that would be easy to pitch in any other medium seem ridiculous when mentioned in a gaming context.

“Is there a solution—something that can save the most promising medium in history? Something that can wrest it out of control of the least common denominator, make things evolve?”

Gaming’s Missing Kane

Saiu o Insertcredit Fukubukuro 2006, e no meio dele, finalmente, o review do Tim Rogers sobre Mother 3.

Atenção, audiência não-falante de japonês que não jogou o jogo ainda: leia isso para entender porque Mother 3 foi o Jogo do Ano de 2006, constituindo, assim como o fantástico Mother 2 (aka Earthbound, SNES), um passo importante no progresso dos videogames como forma de narrativa; e como nossa mídia de jogos está toda errada, deixando passar batido porque não é um GTA jogo americano.

E o nome do cara era Kazuma Kiryuu?

Okay, é isso. Eu preciso de um PS2.

(Mais detalhes no insertcredit: 1,2).

Vejam só o que este coreano fez com uma de minhas músicas favoritas do Guilty Gear.

Ele fez uma coisa… uma coisa… MARAVILHOSA! É tão bom ver que ainda existem guitar heroes no mundo. O rock tá morto, mas vive.

Esta propaganda do Wii que o pessoal do ukresistance encontrou em uma revista feminina é o resumo mais perfeito que eu vi da direção que a Nintendo está tomando. Especialmente recomendada para o povo “OMG o nome sucks! Deveria se chamar X-Revolution 720e!”

A Sony fechou o Lik-Sang.

Esta notícia é uma boa demonstração dos problemas com o livre mercado: as corporações defendem o liberalismo para os outros, mas no quintal de casa são todas protecionistas e monopolistas. Quando a mão do mercado beneficiaria o consumidor elas vão lá e fecham.

O Lik-sang exportava jogos em um sistema de distribuição mais eficiente do que os canais “oficiais” artificialmente caros da Sony, e permitia a você conseguir jogos de fora da sua “região”. Foram destruídos. Espero que meu play-asia não seja o próximo, senão vou comprar jogos onde? Não há distribuição “oficial” de jogos japoneses no Brasil…

A edição atual da The Escapist tem um ensaio curto sobre acessibilidade em jogos de GBA. A pressão para ser jogável em metrôs lotados no Japão é o que gerou maravilhas como Made in Wario (aka WarioWare) e Rhythm Tengoku, mas é um fator cultural mais importante do que pode parecer; pesa no próprio formato mangá, e até o Nobel de literatura Kawabata já afirmou que seus romances são feitos para se ler pedaço por pedaço no metrô.

Mas não é por isso que estou comentado o assunto. É que o texto de Pat Miller usa Mother 3 como exemplo de acessibilidade no GBA :) Pontos de bônus também por mencionar Bit Generations e Advance Wars.

A propósito, quem se interessa por esse assunto precisa ler a entrevista que o Insert Credit fez sobre a versão GBA do Hitofude (aka Polarium).

Dez jogos mais vendidos no Japão na última semana de agosto, de acordo com o bom e velho the-magicbox:

  1. Final Fantasy III (NDS, Square Enix)
  2. New Super Mario Bros. (NDS, Nintendo)
  3. Rune Factory: Shin Bokujou Monogatari (NDS, Marvelous)
  4. Kahashima Ryuuta Kyouju Kanshuu: Motto Nouo Kitaeru Otona DS Training (NDS, Nintendo)
  5. Shaberu! DS Oryouri Navi (NDS, Nintendo)
  6. Tamagotchi no Puchi Puchi Omisecchi Gohi-Kini (NDS, Namco Bandai)
  7. Mario Basket 3-on-3 (NDS, Nintendo)
  8. Oide yo Doubutsu no Mori [Animal Crossing: Wild World] (NDS, Nintendo)
  9. Kawashima Ryuuta Kyouju Kanshuu: Nouwo Kitaeru Otona no DS Training (NDS, Nintendo)
  10. Eigo ga Nigatena Otona no DS Training: Eigo Duke (NDS, Nintendo)

Sim, esses são os dez jogos mais vendidos de todos os consoles, portáteis ou não. Sim, todos os dez são de DS.

Ó moribundo PSP, morra a morte merecida de todos aqueles que se opõe aos portáteis da Nintendo com hardware mais-do-mesmo e jogos chatos.

Recebi hoje meus três exemplares impressos da Gamer’s Quarter, que junto com a Escapist Magazine é uma das poucas revistas de videogame que valem a pena. No site da Quarter tem os PDFs com conteúdo completo, mas como é muito texto fica mais confortável ler em árvores mortas. Quem quiser algum exemplar emprestado é só pedir.

Atualização: há algum tempo escrevi um review das três edições. Ele está disponível em inglês aqui, qualquer dia traduzo para o blog.

Ontem aconteceu algo pra me derrubar. Não estou a fim de falar em público; envolve rejeição. Coisa pequena, mas sou sensível às coisas pequenas. Fui cumprimentar um amigo superficial e do nada ele estava distante, me cortando.

Já passei por isso e sei o que significa: ele descobriu algo sobre mim e não gostou. Talvez tenha achado alguma coisa na net, ou ouvido um boato, ou simplesmente caiu uma ficha retardatária. De qualquer forma, ele descobriu que o Boiko não era a pessoa que imaginava e agora vai se afastar rapidamente.

Amigos superficiais são perigosos para nós, gente diferente. Eles nos vêem como reflexos de si mesmos e nos tratam bem, deixando-nos mal-acostumados. Aí do nada descobrem algo e dão as costas. É muito pior do que preconceito aberto, porque você se sente traído. Deve ser por isso que tantos de meus amigos diferentes desenvolvem uma postura agressiva, misantrópica: é uma forma de filtrar fora os amigos superficiais . Nós temos que evitar os pontos intermediários da escala do orkut, devemos ter ou conhecidos ou bons amigos.

Fodam-se os amigos superficiais.

(more…)

O vídeo do novo Makaimura está muito, muito, muito bom. Se você faz alguma idéia, por vaga que seja, do que é Makaimura (aka Ghouls & Ghosts), vá vê-lo agora.

Alguém colocou um vídeo com todos os Zetsumei Ougi de Samurai Spirits Zero Special (aka Samurai Shodown V Special) no YouTube. Alcançando um novo extremo em tédio, comentei os movimentos um por um.

(more…)

Personagens de jogos de luta não são apenas arquétipos, eles são atitudes. Cada personagem representa uma estratégia diferente, uma abordagem diferente à mecânica do jogo. Em nenhum lugar isto é tão visível quanto em Guilty Gear, série famosa por sua jogabilidade variada. Os fãs de GG freqüentemente contam que, apesar de no começo serem atraídos pelo trabalho gráfico impressionante ou pelo rock’n'roll da trilha sonora, o que acaba prendendo-os de verdade é a individualidade dos estilos de luta. Bridget, por exemplo, não tem um dos ataques principais; o botão normalmente usado para “golpe forte” serve para controle remoto de seu yo-yo. A maior parte dos movimentos de Testament são para plantar armadilhas ou mudar status, e ele tem um medidor de armadilhas especial. Jogar com Eddie envolve controlar uma criatura independente; com Axl, uma arma de longo alcance . É claro que você tem que adptar sua estratégia para cada um desses personagens. Jogar com o Bridget significa ser hiperativo e imprevisível, pular por toda a tela, cutucar por todos os lados. A Baiken é toda sobre contra-ataques, até mesmo em conceito.

Anji Mito é sobre impor ordem.

(more…)

…que não vai chegar até eles, claro, mas em todo caso.

Estou gastando cerca de R$75 para importar cópias da Gamer’s Quarter. São setenta e cinco reais de uma tacada em revistas sobre videogame. Setenta e cinco reais que eu gastaria mensalmente com prazer. Setenta e cinco reais que poderiam ser seus, se vocês tivessem a decência de lançar uma revista que não fosse machista, preconceituosa, superficial, frívola, americanizada e completamente desprovida de conteúdo; se vocês lançassem uma revista que me desse textos inteligentes, não notícias que eu vi seis meses atrás (porque vocês ignoram os lançamentos japoneses) e versões pioradas do GameFAQs. Estou gastando uma grana para adqüirir versões impressas de uma revista que disponibiliza o conteúdo completo em PDF — é, estou passando tanta vontade assim.

P. S.: Ponguismo é a Verdade e a Vida.

Das fontes de sempre: a Namco está pra lançar uma batelada de Tales Of, incluindo um Tales of The World novo, ports do Phantasia e do Destiny 2 para PSP, um novo título para PS2 e… um remake do Tales of Destiny original.

Eu preciso muito de um amigo com um PS2 agora. Você tem um PS2? Quer ser meu amigo?

Fotos no magicbox e na Famitsu.

Eu cheguei a uma conclusão impensável: videogames não substituem pessoas. Fica faltando, para citar o Mother 3, alguma coisa quente.

Pode não parecer muito para vocês não-jogadores, mas para mim é um fato extraordinário.

É engraçado que, justamente depois de concluir isto, o reddit me mostre um artigo sobre os benefícios de um Playstation em relação ao casamento, assunto que me tomou tantas divagações. Claro que o artigo é tongue-in-cheek, mas tenho que discordar do autor quando ele diz que “diversões como o PS2, o Xbox 360 e o Turbo Grafx 16 nunca foram substitutos adequados para relações humanas”. Eles foram, ah, e como foram. Tá, exceto o Xbox. O Xbox não conta. Mas eu aprendi rápido que meu Nintendinho, meu Mega Drive, meu Game Boy eram mais emocionalmente seguros do que a companhia da molecada.

Foi assim que cheguei ao índice Playstation. Para testar se você realmente aprecia a amizade de outra pessoa, preste atenção se, ao estar com ela, você não sente vontade é de estar a sós com seu Playstation. Se sim, é provável que essa amizade não seja mais do que uma obrigação social. E se todo mundo que você conhece é mais entendiante do que videogame, cara, saia do interior. Minha análise empírica sugere que uma parcela ampla da humanidade fica abaixo do nível de um jogo velho no índice Playstation, mas felizmente ainda existe muita gente interessante.

Figura demonstrando alterações nas portas do PS3

Doze Final Fantasies? Sony copiando o Wii? Mais GTA? Se você está cansado das notícias da E3, a sempre interessante The Escapist esta semana é só sobre desenvolvimento caseiro, e há um artigo introdutório sobre jogos doujin. Vale a pena. Qualquer coisa que mencione Doukutsu Monogatari vale a pena.

Next Page »